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MP processa Corsan e Aegea e pede R$ 40 milhões por cobranças abusivas
Ação civil pública aponta faturamento irregular, multas indevidas e cobrança de tarifa de esgoto sem prestação do serviço; indenização pode ir para fundo de reconstituição de bens lesados
28/06/2026 23h06
Por: Redação
Foto: Ilustração/Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) ingressou com uma ação civil pública de grande impacto financeiro e social contra a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e a concessionária Aegea Saneamento. A promotoria acusa as empresas de cometerem práticas abusivas sistemáticas no faturamento e na cobrança das contas de água e saneamento. O processo exige a suspensão imediata dos lançamentos considerados indevidos, a retificação do modelo de faturamento e a condenação das companhias ao pagamento de R$ 40 milhões por danos morais coletivos.

A ofensiva jurídica tomou como base uma ampla investigação que reuniu reclamações registradas no Procon, processos judiciais individuais, relatórios de órgãos reguladores e depoimentos de moradores afetados. Os dados apontam indícios de falhas administrativas que inflaram artificialmente as faturas de consumo de milhares de usuários do sistema público de abastecimento.

Práticas questionadas e impacto social

A petição inicial assinada pela Promotoria de Justiça detalha os principais gargalos e abusos identificados no serviço técnico oferecido pelas concessionárias:

Caso o Poder Judiciário julgue a ação procedente e aplique a multa de R$ 40 milhões por danos coletivos, o montante financeiro não será distribuído diretamente, mas sim revertido ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). O fundo é gerido pelo Estado para custear projetos comunitários, ambientais e de reparação de danos coletivos em solo gaúcho.

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As discussões e disputas judiciais envolvendo a qualidade e as tarifas dos serviços de saneamento básico após a privatização da Corsan repercutem de maneira intensa em todo o interior do Estado. Na Serra Gaúcha, o modelo de atendimento e os valores repassados aos consumidores geram debates frequentes nas esferas públicas. Em Bento Gonçalves, a fiscalização do contrato de concessão do fornecimento de água e esgotamento sanitário é monitorada de perto por entidades locais e pelo poder legislativo, buscando garantir que a expansão da infraestrutura urbana e do saneamento ocorra com transparência tarifária e respeito aos direitos do consumidor serrano.