Segurança Pornografia Infantil
Empresários são presos no Vale do Sinos por cirmes virtuais
Investigação de três meses localizou mais de 100 terabytes de arquivos de abuso e exploração sexual infantojuvenil em residências e empresa
27/06/2026 07h34
Por: Redação
Foto: PC/Divulgação

Uma ação conjunta das forças de segurança do Rio Grande do Sul resultou na prisão em flagrante de dois empresários na última sexta-feira (26), no município de Ivoti, localizado na região do Vale do Sinos. A ofensiva policial teve como principal objetivo desarticular uma célula voltada ao armazenamento, consumo e compartilhamento em larga escala de materiais audiovisuais contendo abuso e exploração sexual infantil em redes virtuais.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio, contando com o apoio operacional da Delegacia de Polícia de Ivoti. Ao todo, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, que tiveram como alvo a sede de uma empresa de propriedade dos suspeitos, além de suas respectivas residências particulares. O sigilo legal foi mantido e a identidade dos capturados não foi revelada.

Monitoramento digital e volume recorde de arquivos

A investigação técnica detalhou o modus operandi dos criminosos no submundo da internet:

Os dispositivos eletrônicos e materiais coletados foram devidamente lacrados e encaminhados para a sede do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que prestou apoio técnico fundamental na extração segura de dados. Peritos criminais conduzirão novas análises detalhadas nos discos rígidos para tentar rastrear a origem dos arquivos e identificar outros usuários que faziam parte da rede de compartilhamento virtual.

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Ações de combate a crimes cibernéticos dessa natureza são de alta prioridade para o Ministério Público e a Polícia Civil no Rio Grande do Sul. O monitoramento de fóruns digitais ilegais e o cruzamento de dados de redes compartilhadas têm sido intensificados em todas as regiões do estado, incluindo a Serra Gaúcha e o polo de Bento Gonçalves, visando reprimir severamente crimes associados à pedofilia virtual e proteger os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.