O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) confirmou oficialmente, na noite desta quinta-feira (25), a morte de dois cidadãos brasileiros em decorrência dos violentos terremotos que assolaram a Venezuela na última quarta-feira (24). De acordo com a nota governamental, as vítimas fatais são um homem e uma mulher.
Em estrito respeito ao direito à privacidade e ao luto dos familiares, o órgão diplomático optou por não divulgar as identidades, idades ou as cidades de origem das vítimas, bem como as localidades venezuelanas onde ambos se encontravam no momento em que as estruturas colapsaram. O Itamaraty assegurou que equipes consulares baseadas na região já estão prestando total assistência e suporte logístico para o amparo e a repatriação das famílias.
A escala da destruição na Venezuela ganha contornos dramáticos à medida que as equipes de resgate avançam sobre os escombros:
Balanço Oficial Atualizado: O presidente do Congresso Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez — irmão da presidente em exercício Delcy Rodríguez —, atualizou os dados oficiais do desastre para 188 mortos e mais de 1,5 mil pessoas internadas em estado grave em hospitais saturados;
Clamor por Informações: Diante da ausência de uma plataforma governamental local para rastreamento, a sociedade civil venezuelana criou o portal Desaparecidos Terremoto Venezuela. A ferramenta comunitária já contabiliza mais de 40 mil cadastros de pessoas cujo paradeiro permanece completamente desconhecido;
Projeções Devastadoras: O cenário real pode ser ainda mais severo. Um estudo analítico do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o saldo final de mortes pode variar de 10 mil a 100 mil vítimas, levando em conta a densidade populacional exposta e a extrema precariedade das construções civis locais.
O anúncio oficial das primeiras vítimas brasileiras gera profunda comoção e mantém redes de solidariedade em alerta em todo o Rio Grande do Sul. A comunidade de imigrantes e refugiados estabelecida na Serra Gaúcha, com forte representação em Bento Gonçalves, acompanha com extrema angústia e vigília o fluxo de notícias vindas do país vizinho, enquanto aguarda o avanço das buscas internacionais por sobreviventes em meio aos destroços.