As forças de segurança pública desferiram um golpe estrutural e financeiro contundente contra as redes de narcotráfico que operam na Metade Sul. Em uma ofensiva de campo realizada na tarde de terça-feira (16), a Polícia Civil localizou e apreendeu aproximadamente 670 quilos de maconha que estavam soterrados em uma propriedade rural situada no limite geográfico entre os municípios de Morro Redondo e Canguçu.
A substância entorpecente estava fracionada em tijolos prensados e acondicionada no interior de grandes tonéis plásticos enterrados em pontos estratégicos do terreno. A descoberta do depósito clandestino foi efetuada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Pelotas, culminando em um desdobramento que retirou uma tonelada de drogas de circulação em menos de 12 horas na região.
Os policiais chegaram até o esconderijo após cruzarem dados de uma ocorrência atendida inicialmente como provável suicídio na propriedade rural.
O recolhimento dos insumos ilícitos mobilizou diferentes corporações para garantir a varredura completa da área:
Origem da Pista: Relatórios preliminares repassados pelo Corpo de Bombeiros de Canguçu e pela Delegacia local de Morro Redondo alertaram que a propriedade investigada servia como centro de distribuição e armazenamento do crime organizado;
Força-Tarefa: Os trabalhos de buscas e escavação em solo contaram com o suporte operacional de equipes do Corpo de Bombeiros, de guarnições da Brigada Militar (BM) e de policiais civis da região;
Prejuízo Milionário: O delegado titular da Draco de Pelotas, Rafael Lopes, responsável pelo inquérito, calculou que o impacto financeiro negativo gerado ao caixa da facção criminosa ultrapassa a cifra de R$ 5 milhões;
Conexão com Pelotas: A carga confiscada na fazenda somou-se a uma outra apreensão de 330 quilos de maconha efetuada pela mesma equipe especializada no turno da manhã, na área urbana de Pelotas.
Até o fechamento desta reportagem, a direção da Polícia Civil não havia confirmado a execução de prisões em flagrante vinculadas ao achado do sítio. O inquérito policial segue tramitando com prioridade para identificar os proprietários da terra, os responsáveis pela logística de transporte e os destinatários finais dos fardos.