Uma tragédia automobilística abalou o esporte cearense na madrugada desta segunda-feira (15). O capotamento de um ônibus de turismo na altura da rodovia estadual CE-187, nas proximidades do município de Tauá, no interior do Ceará, resultou na morte de sete pessoas e deixou outras dezenas de feridos. O veículo transportava cerca de 40 passageiros que integravam uma delegação de basquete amador.
O grupo havia saído da cidade de Juazeiro do Norte com destino ao município de Sobral, onde participou de um torneio regional da modalidade. O acidente fatal aconteceu durante o trajeto de retorno dos atletas para casa. Equipes de resgate relataram que o cenário no local era complexo, com o veículo tombado completamente fora da pista de rolamento.
Relatos preliminares apontam que a maioria dos passageiros viajava sem o cinto de segurança, o que agravou severamente o balanço de vítimas.
O trabalho das forças de salvamento e os levantamentos iniciais das autoridades apontam detalhes determinantes sobre o ocorrido:
Arremessadas para fora: Conforme os policiais que atenderam a ocorrência, o fato de os atletas não utilizarem o cinto fez com que fossem projetados para fora do veículo durante as rotações do capotamento, sendo atingidos pela própria estrutura do ônibus;
Vítimas fatais: Os sete corpos, todos de jovens do sexo masculino, foram retirados das ferragens e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Tauá para identificação formal;
Desaparecimento em investigação: Uma pessoa constante na lista oficial de passageiros fornecida pela empresa não foi localizada pelas equipes, e a polícia apura se ela de fato embarcou no início da viagem;
Versões do motorista: O condutor do ônibus, que saiu ileso e em bom estado de saúde aparente, apresentou contradições. Ao Corpo de Bombeiros, ele afirmou inicialmente que havia cochilado ao volante e, posteriormente, alegou ter desviado de buracos na pista — hipótese descartada pelos agentes após vistoria no asfalto.
O chamado para o atendimento da emergência ocorreu por volta das 3h24min, mobilizando ambulâncias, viaturas e caminhões de resgate da região. Uma perícia técnica detalhada foi instaurada pelo órgão de trânsito competente para avaliar se as causas estão ligadas a uma falha mecânica ou à fadiga humana.