Os gaúchos devem preparar os casacos pesados e o aconchego do fogão a lenha. A última semana do outono começa sob a influência de uma intensa massa de ar polar que vai derrubar as temperaturas em todo o Rio Grande do Sul. O fenômeno promete marcas muito baixas, previsão de geada ampla para diversas localidades e a possibilidade de Porto Alegre registrar a madrugada mais fria do ano. Contudo, a calmaria do frio seco será interrompida na quinta-feira (18) pela formação de um ciclone extratropical.
A segunda-feira (15) já começa com o ar polar perfeitamente instalado sobre o território gaúcho. O sol aparece ao longo do dia em todo o Estado, mas o vento minuano e a baixa sensação térmica não deixarão as temperaturas subirem muito, mantendo as marcas abaixo dos 10°C durante as madrugadas e manhãs na maioria dos municípios.
O pico do frio congelante está previsto para terça-feira, quando o núcleo do sistema de alta pressão passará exatamente sobre o mapa gaúcho.
De acordo com as projeções da Climatempo, a semana será dividida em duas fases meteorológicas distintas:
Termômetros no limite: Na terça-feira (16), Porto Alegre tem chances reais de quebrar o recorde de menor temperatura de 2026, superando os 6,4°C registrados em maio. Na Serra Gaúcha, o frio será ainda mais rigoroso;
Trégua temporária: Na quarta-feira (17), o ar polar começa a perder força e a se afastar em direção ao oceano, provocando uma ligeira elevação nas máximas, embora o ambiente continue ameno;
Formação do ciclone: A quinta-feira (18) trará uma virada radical. Uma frente fria associada a um ciclone extratropical vai se desenvolver entre o Paraguai, a Argentina e o Sul do Brasil, provocando chuvas generalizadas, raios e rajadas de vento de até 80 km/h;
Sexta de vento e ressaca: O sistema se deslocará para o mar na sexta-feira (19). Mesmo com o fim da chuva, o vento forte persistirá devido à proximidade do ciclone com a costa, gerando alertas de ressaca no litoral para o próximo fim de semana.
O inverno começará oficialmente no domingo (21), às 5h24min, exatamente do jeito que o outono se despede: sob o comando de uma nova e potente massa de ar polar. A sequência de eventos extremos exige atenção redobrada dos setores de Defesa Civil e infraestrutura urbana.