A comunidade de Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, uniu-se em um forte manifesto de luto e indignação na tarde deste sábado (13). Familiares, amigos e moradores da região realizaram uma vigília e uma caminhada em memória de Iloide Jannke, de 55 anos, brutalmente assassinada pelo ex-companheiro no início deste mês de junho. O ato público buscou cobrar justiça e conscientizar a população sobre os índices alarmantes de violência de gênero no estado.
A mobilização teve início com uma vigília silenciosa e preces em frente à Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe de Deus, na área central. Na sequência, os manifestantes concentraram-se na plataforma da Maria Fumaça, localizada no bairro Triângulo, de onde partiram em marcha pacífica pelas principais vias da cidade até retornarem ao centro do município.
Vestindo camisetas brancas e rosas, os participantes carregavam balões e cartazes pedindo o fim da violência doméstica.
O protesto silencioso evidenciou a dor de uma perda recente e chamou a atenção para as estatísticas de segurança pública:
Estatística trágica: O assassinato de Iloide Jannke foi oficialmente contabilizado como o 37º caso de feminicídio registrado em território gaúcho desde o início do ano;
Perfil da manifestação: O grupo de amigos e familiares organizou o trajeto de forma ordenada, utilizando as cores rosa e branca como símbolos de paz e de pedido por proteção à vida das mulheres;
Engajamento local: A caminhada atraiu a atenção de pedestres e motoristas em Carlos Barbosa, gerando uma rede de solidariedade nas redes sociais e no comércio local;
Cobrança por rigor: Lideranças do movimento comunitário reforçaram durante o trajeto a necessidade de cumprimento rigoroso de medidas protetivas e de acolhimento psicológico para mulheres sob ameaça.
O encerramento do ato ocorreu com uma salva de palmas e a soltura dos balões, marcando uma tarde de profunda emoção na Serra Gaúcha. O crime chocou a região e acendeu novos debates sobre os canais de denúncia. A mobilização em Carlos Barbosa expõe a urgência do combate ao feminicídio no RS, mobilizando a sociedade pelo fim da violência de gênero em 2026.