Política Brasil
CCJ aprova admissibilidade de PEC que reduz maioridade penal para 16 anos
Texto foca em crimes hediondos e homicídios dolosos; entenda a tramitação e as próximas etapas exigidas na Câmara e no Senado
10/06/2026 19h52
Por: Redação
Após aprovação na CCJ, PEC será discutida em comissão especial. (Foto: runo Spada / Câmara dos Deputados)

O debate acerca da responsabilização criminal de jovens no Brasil avançou uma importante etapa no Congresso Nacional. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a admissibilidade jurídica da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários.

A aprovação na CCJ, no entanto, avalia apenas se a proposta não viola cláusulas pétreas da Constituição Federal, funcionando como o primeiro passo de um longo rito legislativo. Apresentada originalmente em 2015, a matéria tramita de forma conjunta com outros dois textos complementares e teve o seu escopo original alterado pelo relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), blindando os direitos civis e políticos — mantendo o voto facultativo aos 16 anos.

Próximos passos e rito de votação

Para virar lei, a proposta precisa passar pelo crivo de comissões de mérito e registrar votações expressivas em dois turnos em ambas as Casas legislativas.

O caminho da redução da maioridade penal no Congresso Nacional seguirá as seguintes etapas consecutivas:

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O substitutivo aprovado estipula critérios bem definidos. A punição criminal aos 16 anos não será irrestrita, aplicando-se apenas aos jovens que cometerem crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto também prevê a obrigatoriedade de que o cumprimento de eventuais penas ocorra em estabelecimentos físicos totalmente isolados dos presos maiores de 18 anos e dos menores submetidos às medidas do ECA. Parlamentares favoráveis defendem que a medida responde ao clamor social por segurança, enquanto frentes contrárias alegam inconstitucionalidade e defendem o foco em educação nas discussões de legislação e política em 2026.