Segurança Golpes
Operação prende 14 suspeitos de golpe de R$ 200 mil contra indústria
Criminosos usaram perfil falso com a foto do presidente de empresa da Região Metropolitana para enganar gerente financeira; prisões ocorreram em MT e RN
09/06/2026 15h23 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma ofensiva da Polícia Civil gaúcha desarticulou nesta terça-feira (9) uma organização criminosa especializada em fraudes corporativas de alto valor. A operação, batizada de Interface, cumpriu dezenas de ordens judiciais fora do Rio Grande do Sul e resultou na prisão de 14 suspeitos envolvidos em um golpe que gerou prejuízo de quase R$ 200 mil a uma indústria de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O crime aconteceu a partir de um mecanismo de engenharia social. Os golpistas criaram um perfil em um aplicativo de mensagens utilizando a foto de exibição do presidente da empresa. Ao entrarem em contato com a gerente financeira da indústria, os criminosos simularam ordens de pagamento urgentes. Acreditando tratar-se de uma determinação real do executivo, a funcionária efetuou uma série de transferências bancárias para as contas indicadas nas mensagens.

Descoberta e rotas do dinheiro

O desvio dos recursos só foi percebido dois dias após as transações eletrônicas, quando o volume e a frequência das requisições geraram suspeitas.

Conforme a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e responsável pelo caso, a trabalhadora notou o comportamento atípico e decidiu checar o número do telefone, constatando que a linha não pertencia ao chefe. As investigações iniciadas logo após o registro da ocorrência apontaram que a base operacional da quadrilha ficava em Mato Grosso, concentrada na região de Cuiabá. Para dificultar o rastreamento, o grupo utilizava a tática de pulverização financeira, dividindo o montante em várias contas em poucos minutos.

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Ao todo, os agentes mobilizaram o cumprimento de 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão preventiva no Mato Grosso e no Rio Grande do Norte, contando com o suporte técnico da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça. A Polícia Civil mantém os trabalhos de análise dos materiais apreendidos para identificar novos integrantes do grupo e tentar reaver os valores desviados pela fraude do falso presidente, e novas prisões não estão descartadas ao longo da semana.