A mulher presa em Santa Catarina por se passar por uma menina de 12 anos já havia sido detida na Serra Gaúcha e tinha registros semelhantes em outros estados. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa em Joinville, onde teria vivido por 14 meses como filha adotiva de uma família, segundo a Polícia Civil.
De acordo com a investigação, ela usava o nome falso de Gabriele e dizia ter fugido de maus-tratos. A suspeita também alegava ter autismo e outras condições de saúde para justificar a aparência adulta. A Polícia Civil informou que ela usava mamadeiras, chupetas e objetos infantis para reforçar a versão.
No Rio Grande do Sul, Amanda teria passado por Porto Alegre, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Passo Fundo. Em 2021, chegou a ficar presa por cerca de seis meses no Estado. Ela respondia por estelionato, falsa identidade e uso de documento falso.
O caso mais recente na Serra teria ocorrido em 2024, em Pinto Bandeira. Segundo a apuração, ela procurou atendimento hospitalar e alegou ser vítima de uma rede de exploração sexual de adolescentes. O Conselho Tutelar desconfiou da versão e acionou a polícia. Na ocasião, Amanda foi autuada por uso de documento falso e liberada.
A suspeita também aparece em processos e inquéritos em outros estados. A Polícia Civil de Santa Catarina afirma que há antecedentes por golpes semelhantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. Em Goiás, ela já foi condenada por falsidade ideológica.
A Justiça manteve a prisão de Amanda após audiência de custódia e autorizou exame de sanidade mental. A defesa informou que aguarda a conclusão da perícia e não comentaria o mérito do caso neste momento.