Poucas figuras representam tão bem a história da Fenavinho quanto suas soberanas. Desde a primeira edição da festa, em 1967, a escolha da Imperatriz do Vinho e de suas damas de honra se tornou uma das tradições mais aguardadas por Bento Gonçalves, transformando jovens da comunidade em embaixadoras da cultura, do vinho e das origens italianas da cidade.
A história começou há quase seis décadas, quando Sandra Guerra foi escolhida como a primeira imperatriz da Fenavinho. Ao seu lado estavam as damas de honra Iegla Gehlen e Liane Mazzini, formando o trio que ajudou a apresentar ao Brasil uma festa que ainda dava seus primeiros passos.
Naquele momento, a Fenavinho era muito mais do que uma celebração. A festa ajudava a consolidar a imagem de Bento Gonçalves como terra do vinho e impulsionava o desenvolvimento econômico, turístico e cultural da região. Com o passar dos anos, as soberanas passaram a representar a cidade em feiras, eventos e ações de divulgação por todo o país.
Ao longo das décadas, a Fenavinho atravessou diferentes momentos da história de Bento Gonçalves. Algumas cortes marcaram períodos de expansão da vitivinicultura, outras acompanharam transformações no turismo e na economia regional. Em comum, todas tiveram a missão de divulgar uma festa que ajudou a construir a identidade da Capital Brasileira do Vinho.
A escolha da corte também evoluiu. Se nas primeiras edições a atenção estava voltada principalmente à representação da festa, hoje as candidatas passam por preparação envolvendo conhecimento sobre a história da cidade, turismo, cultura italiana, vitivinicultura e comunicação. A função deixou de ser apenas simbólica para se tornar também institucional e cultural.
As últimas sobernas escolhidas, a Imperatriz do vinho, Laura Caroline Pouluk Strozak, e damas de honra, Yasmin Luiza de Lima Barbacovi e Graziele Miszevski, também fizeram história. Yasmin Barbacovi foi a primeira deficiente auditiva a participar do concurso de beleza, quebrando barreiras até então impensáveis nos últimos 50 anos. Ela foi eleita Dama de Honra da maior festa de Bento Gonçalves, e fez com que a linguagem de libras fosse institucionalizada em todos os eventos e solenidades com a presença das soberanas.
Imperatriz: Sandra Guerra
Damas de Honra: Iegla Gehlen e Liane Mazzini
Imperatriz: Naira Valenti
Damas de Honra: Vera Regina Pompermayer e Maria Aparecida Soares
Imperatriz: Marisa (Mariza) Tondo
Damas de Honra: Stela Regina Fasolo e Maria Lorita Menegotto
Imperatriz: Silva Ross
Damas de Honra: Ângela Ozelame e Elisabete Rotava
Imperatriz: Sheila Telli
Damas de Honra: Liana Cristina Fortuna Rigon e Cláudia Sfoggia Wender
Imperatriz: Nádia Cini
Damas de Honra: Eliane Gobatto e Raquel Possamai
Após diferentes fases da festa, novas gerações assumiram a missão de representar a Fenavinho.
Imperatriz: Bárbara Bortolini
Damas de Honra: Ana Paula Pastorello e Sandi Marina Corso
Imperatriz: Laís Dupont
Damas de Honra: Raiane Conci e Letícia Beliski
Imperatriz: Ana Paula Côrtes Foresti
Damas de Honra: Thaís Dall'Osbel Centenaro e Liege Sobirai
Imperatriz: Laura Caroline Pouluk Strozak
Damas de Honra: Yasmin Luiza de Lima Barbacovi e Graziele Miszevski
Nesta segunda-feira, 8 de junho, Bento Gonçalves conhecerá as soberanas que representarão a 22ª Fenavinho, edição que marcará os 60 anos da festa em 2027. A escolha ocorre durante a realização da 34ª ExpoBento e da 21ª Fenavinho, no Parque de Eventos, local que também recebeu a primeira edição da festa em 1967.
Mais do que uma faixa ou uma coroa, a missão das futuras eleitas será dar continuidade a uma história construída por dezenas de mulheres que, ao longo de quase seis décadas, ajudaram a divulgar Bento Gonçalves, a cultura italiana e a tradição do vinho para diferentes gerações.