Turismo Economia
Turismo para a terceira idade cresce no Brasil
Pesquisa revela que metade do público acima de 60 anos viaja ao menos três vezes por ano; Sesc/RS registra aumento anual de até 15% na demanda
07/06/2026 08h40 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

O perfil do turismo no Brasil vem passando por uma transformação impulsionada pelo público com mais de 60 anos. Beneficiados pela aposentadoria e pela consequente disponibilidade de tempo livre, esse segmento tem ocupado o calendário de viagens de forma contínua. Uma pesquisa recente revelou que metade das pessoas incluídas nessa faixa etária realiza pelo menos três viagens anualmente, aproveitando a flexibilidade de datas na rotina para fugir da alta temporada e economizar.

Neste cenário de expansão, as viagens em grupos e a aquisição de pacotes turísticos organizados despontam como as opções mais populares. O modelo atrai os clientes por oferecer, de forma combinada, vantagens financeiras e maior percepção de segurança durante os deslocamentos.

Histórias que inspiram e a resposta do mercado

A aposentada Ilka Rota Calvete ilustra esse comportamento. Com um histórico de passagens por cerca de 70 países — que incluem destinos na Europa, na Ásia e até no Timor-Leste —, ela destaca que o ato de viajar representa uma oportunidade rica para absorver novas culturas e consolidar amizades.

A forte demanda também se reflete nas operações de turismo social.

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Destinos preferidos e os desafios estruturais

Os dados estatísticos apontam que os roteiros integrados à natureza, como os Lençóis Maranhenses, e os circuitos internacionais (com destaque para a Itália) estão no topo do interesse dos viajantes da terceira idade. No entanto, a preferência majoritária ainda recai sobre os destinos de praia, priorizados por 73% dos entrevistados que buscam uma boa relação custo-benefício.

Conforto e segurança são as palavras de ordem para esse público. Apesar do reaquecimento econômico gerado por esses consumidores, o setor de turismo nacional ainda enfrenta gargalos estruturais para atendê-los com plenitude.

A pesquisa acende um alerta para o mercado: sete em cada dez idosos (70%) afirmam categoricamente que a infraestrutura das viagens atuais ainda não está totalmente adequada às suas necessidades. As principais queixas formais concentram-se na falta de acessibilidade urbana e hoteleira, além da carência de um suporte operacional qualificado para o atendimento a pessoas com limitações físicas.