Região Violência sem fim
RS chega a 37 feminicídios após morte em Carlos Barbosa
Mulher morreu no hospital após ser atacada a facadas pelo ex-companheiro na manhã deste sábado; suspeito foi localizado ferido em área de mata.
06/06/2026 13h20
Por: Marcelo Dargelio

O Rio Grande do Sul voltou a registrar mais uma tragédia marcada pela violência contra a mulher. Iloide Gruger, de 55 anos, morreu na manhã deste sábado (6), em Carlos Barbosa, após ser atacada a facadas pelo ex-companheiro, Adilar Nilson Gruger, de 56 anos.

O crime ocorreu na Rua Rui Ramos, no bairro Planalto. Segundo informações preliminares apuradas pelas forças de segurança, o suspeito teria perseguido a vítima de carro e provocado uma colisão contra o Ford Ka conduzido por ela. Após a batida, ele teria descido do veículo, retirado Iloide do automóvel e desferido diversos golpes de faca.

A vítima chegou a ser socorrida em estado grave por equipes do SAMU e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na instituição.

Após o ataque, o suspeito fugiu em direção a uma área de mata próxima ao local do crime. Cerca de uma hora depois, foi localizado pela Brigada Militar em uma região de difícil acesso. Informações preliminares apontam que ele estava ferido e teria tentado tirar a própria vida durante a fuga.

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O resgate mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU. O homem foi encaminhado para atendimento médico sob custódia. A Polícia Civil irá investigar as circunstâncias do crime, tratado inicialmente como feminicídio.

O caso de Carlos Barbosa amplia o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres no Rio Grande do Sul. Levantamentos da imprensa gaúcha apontavam que o Estado havia chegado, no fim de maio, a 36 feminicídios em 2026. Com a morte de Iloide, o número sobe para 37 casos, caso a tipificação seja confirmada oficialmente pela investigação.

Os dados reforçam uma realidade preocupante: a maioria dos feminicídios ocorre dentro de relações próximas, muitas vezes envolvendo companheiros, ex-companheiros ou familiares das vítimas. Em vários casos, há histórico anterior de violência doméstica, ameaças ou medidas protetivas.

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Mais do que números, cada caso representa uma vida interrompida e uma família destruída pela violência de gênero. O feminicídio é a etapa mais extrema de um ciclo que, muitas vezes, começa com controle, ameaças, agressões psicológicas, perseguição e violência física.

Como denunciar

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo Disque 180. Em casos de emergência, quando a agressão está acontecendo ou há risco imediato, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190.

Também é possível procurar uma Delegacia de Polícia ou registrar ocorrência pela Delegacia Online da Mulher, nos casos em que não há risco imediato.

Denunciar pode salvar vidas.