Internacional EUA
Câmara dos EUA aprova resolução simbólica para conter ações militares de Trump
Texto exige a retirada de forças armadas de hostilidades e limita o poder do presidente de realizar novos ataques sem o aval prévio do Congresso Americano
03/06/2026 23h50
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (3 de junho de 2026), uma resolução de forte impacto político que ordena a retirada das tropas norte-americanas de hostilidades contra a República Islâmica do Irã. O mecanismo legislativo busca limitar os poderes do presidente Donald Trump no conflito e desautorizar novas frentes de ataque militar que não tenham o consentimento prévio do Congresso.

Apesar do peso institucional, a medida possui caráter majoritariamente simbólico. Isso ocorre porque, mesmo que o texto vença todas as etapas burocráticas e legislativas das duas casas, o presidente Donald Trump detém a prerrogativa constitucional do direito de veto para barrar a resolução.

Divisão no parlamento e recado da oposição

A votação na Câmara foi acirrada e terminou com um placar de 215 votos favoráveis contra 208 contrários. Um dos destaques da sessão foi a quebra de unidade partidária: quatro parlamentares do Partido Republicano — mesma legenda do chefe do Executivo — decidiram votar junto com a bancada de oposição.

Membros do Partido Democrata que integram o Comitê de Relações Exteriores celebraram o desfecho da votação, classificando o resultado como uma resposta direta das urnas.

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“O Congresso ordena ao presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irã. Chegou o momento de encerrar essa guerra ilegal e profundamente impopular”, manifestaram as lideranças democratas em nota, reforçando que, de acordo com a Constituição americana, o poder de declarar guerra pertence exclusivamente ao Poder Legislativo.

Trâmite no Senado e negociações de bastidores

Para que a resolução ganhe validade e siga para a mesa de sanção ou veto presidencial, o texto precisa passar pelo crivo do Senado. Uma proposta semelhante superou uma etapa considerada chave na câmara alta no mês passado, e parlamentares governistas admitem que a votação final e aprovação por lá pode ocorrer ainda no decorrer desta semana. Os republicanos, contudo, são maioria no Senado.

Enquanto o Congresso tenta fechar o cerco legal, Donald Trump adota um tom otimista em público. Em pronunciamento a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca também nesta quarta-feira, o presidente americano afirmou que as negociações diplomáticas de bastidores com o Irã estão caminhando "muito bem" e ventilou a possibilidade de que um acordo seja selado já neste fim de semana, embora tenha pontuado que não descarta um eventual fracasso nas conversas.

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