Saúde Saúde
Estado divulga orientações sobre manejo de casos suspeitos de Ebola
Uma das orientações da nota técnica da SES é que os serviços de saúde, se identificarem um caso suspeito, devem comunicar imediatamente a vigilância epidemiológica municipal.
03/06/2026 21h25 Atualizada há 37 minutos
Por: Redação
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A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou nesta quarta-feira, 3 de junho, uma nota técnica para orientar serviços de saúde sobre como agir diante de uma eventual suspeita de Ebola. O Estado informou que não há nenhum caso suspeito em investigação no país.

O documento trata de procedimentos para detecção precoce, notificação, investigação epidemiológica, isolamento e controle de infecção. A orientação vale para hospitais, unidades de pronto atendimento e demais serviços que possam receber pacientes com sintomas compatíveis e histórico de exposição ao vírus.

O diretor-adjunto do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Marcelo Vallandro, afirma que a medida tem caráter preventivo. Segundo ele, a rede precisa estar preparada para identificar riscos, padronizar condutas e responder com rapidez se houver necessidade.

Pela nota técnica, caso um serviço de saúde identifique uma suspeita de doença pelo vírus Ebola, a vigilância epidemiológica municipal deve ser comunicada imediatamente. Depois disso, o município deve articular as ações com a vigilância estadual para organizar o manejo do paciente.

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A orientação também prevê isolamento imediato em sala privativa. O acesso da equipe assistencial ao ambiente deve ser reduzido ao mínimo necessário até a chegada do Samu, que ficará responsável pela transferência para o hospital de referência.

O Ebola é uma doença grave, transmitida por contato direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas, além de superfícies e materiais contaminados. Por isso, a preparação da rede de saúde envolve protocolos rígidos de proteção, comunicação e transporte.

A nota técnica da SES não indica circulação do vírus no Rio Grande do Sul nem no Brasil. O foco é antecipar procedimentos para evitar improviso em caso de suspeita, especialmente em atendimentos de urgência.

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A medida segue uma lógica usada em eventos de saúde pública de maior risco: mesmo sem caso confirmado, os serviços precisam saber quem acionar, como isolar o paciente e qual fluxo seguir até a investigação epidemiológica.