Um morador natural de Bento Gonçalves foi encontrado morto na noite deste domingo (31) no município de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A vítima, identificada como Eduardo Gheno, de 53 anos, estava com o corpo completamente carbonizado em uma área de vegetação densa no bairro Santos Dumont.
A ocorrência mobilizou inicialmente as equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) da cidade, que foram acionadas por moradores da região através de uma denúncia de incêndio em uma área de mata. O fogo atingia o cruzamento da Avenida Mauá com a Rua Nei Câmara. Ao conterem os focos e entrarem no terreno, os agentes de segurança localizaram uma estrutura de cabana totalmente destruída pelas chamas e, logo ao lado do que restou do abrigo, o corpo do bento-gonçalvense.
De acordo com o levantamento de dados do Serviço Especializado de Abordagem Social de São Leopoldo, Gheno havia deixado a Serra Gaúcha e residia na Região Metropolitana há cerca de duas décadas. Ele atuava de forma autônoma na coleta e triagem de materiais recicláveis.
A permanência do trabalhador no terreno baldio onde ocorreu a tragédia era recente. Conforme apurado pelo setor de assistência social, o homem perdeu sua antiga moradia devido às severas enchentes que castigaram o município e, desde então, havia improvisado a cabana de madeira e lona para se abrigar.
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Durante o trabalho pericial na cena do incêndio, os guardas municipais encontraram um cachorro de grande porte, da raça pitbull, amarrado em uma árvore nas proximidades do foco de calor. O animal, que não sofreu queimaduras, foi resgatado e encaminhado para os abrigos da Secretaria Municipal de Proteção Animal (Sempa).
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu os trabalhos de polícia judiciária para esclarecer a dinâmica do ocorrício. Até o momento, as autoridades de segurança pública não confirmaram se o óbito de Eduardo Gheno decorreu de um acidente doméstico provocado pelo fogo ou se o incêndio na vegetação foi provocado de forma intencional por terceiros para encobrir uma execução.
Agentes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) recolheram o corpo ao Departamento Médico-Legal e realizaram o levantamento técnico do local. O laudo da necropsia e a análise de engenharia do incêndio devem ser concluídos nos próximos dias para direcionar os rumos da investigação criminal.