Um policial militar da ativa da Brigada Militar foi preso em flagrante na última sexta-feira (29) sob a acusação de praticar furto nas dependências de um supermercado de grande porte localizado em Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O servidor público foi flagrado tentando deixar o estabelecimento com uma mercadoria sem o devido pagamento.
A própria Brigada Militar precisou ser acionada para atender a ocorrência, após o Centro de Operações (Copom) receber a denúncia via telefone de emergência sobre o crime em andamento envolvendo um colega de farda.
De acordo com o depoimento do gerente do estabelecimento comercial às autoridades, o policial utilizou os terminais de autoatendimento (self-checkout) para passar as suas compras rotineiras. No entanto, o suspeito propositalmente não registrou uma garrafa de vinho avaliada em R$ 279,90.
Toda a movimentação do indivíduo foi monitorada em tempo real pelos operadores do circuito interno de câmeras de segurança.
Além do crime verificado na sexta-feira, a gerência do supermercado relatou à Polícia Civil que uma auditoria preliminar nas imagens do arquivo do sistema de monitoramento sugere que o mesmo policial militar já havia adotado exatamente a mesma conduta ilícita em ocasiões anteriores no local.
O homem foi abordado de forma discreta pelos fiscais de prevenção de perdas na área de triagem, quando cruzava a porta de saída. Ele foi retido em uma sala reservada até a chegada da guarnição policial.
O brigadiano recebeu voz de prisão e foi conduzido imediatamente à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Tramandaí, onde a autoridade policial plantonista lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de furto.
Em nota oficial, o comando da Brigada Militar informou que foi formalmente comunicado sobre o episódio e que a Corregedoria-Geral da corporação está acompanhando de perto o andamento das investigações e a instauração do devido processo administrativo disciplinar. Após os trâmites legais na delegacia litorânea, o policial foi transferido sob custódia para um batalhão prisional em Porto Alegre, onde permanece recolhido e à disposição da Justiça do Estado.