Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026 e a convocação oficial da Seleção Brasileira divulgada na segunda-feira, dia 18, o país inteiro começa a vestir o verde e amarelo. Na casa de Valdecir Salini, porém, a torcida ganha o reforço de uma escalação histórica e esférica.
Aficionado pela arte de colecionar, Salini transformou o amor pelo futebol em um elo de união familiar, envolvendo sua esposa, Fernanda Andrade Salini, e suas filhas, Amanda e Alice Salini. Juntos, eles compartilham um ambiente cercado de memórias afetivas, onde cada item preserva um pedaço do maior espetáculo da Terra.
O pontapé inicial e a caçada pelas joias da Copa
A jornada de Valdecir como colecionador de bolas das Copas do Mundo começou com o coração batendo em solo verde e amarelo. A inspiração veio em 2014, quando o Brasil sediou o mundial. "Eu comprei a bola, gostei e guardei. Daí eu disse: 'não, a partir de agora eu vou começar a colecionar as bolas das copas'", relembra o colecionador.
Hoje, a coleção conta com sete relíquias imponentes. Depois do marco de 2014, vieram as bolas da Rússia (2018) e do Catar (2022). Com o avanço do hobby, as buscas migraram para a internet, onde o nível de dificuldade subiu a patamares de final de campeonato. A mítica Jabulani, da Copa da África do Sul (2010), foi a mais difícil de encontrar, sendo conquistada após intensa pesquisa em sites especializados.
Outro grande troféu da coleção é a bola da Copa da Argentina (1978) — uma peça icônica e usada, adquirida de um colecionador em São Paulo. Completam o time a bola da grande final do Catar e a mais nova integrante do acervo, adquirida há poucos meses: a Trionda, bola oficial que entrará em campo nos Estados Unidos, Canadá e México em 2026.
O colecionismo como união familiar e saúde mental
Longe de ser apenas um acúmulo de objetos, o hobby de Valdecir Salini ilustra perfeitamente como o colecionismo atua de forma benéfica na mente e no convívio social. Psicólogos apontam que o ato de organizar, catalogar e buscar novas peças ativa o sistema de recompensa cerebral, gerando relaxamento e uma expressiva redução do estresse em um mundo caótico.
Além do estímulo cognitivo gerado pelas profundas pesquisas históricas e de mercado, a prática expande fronteiras. Através da internet, Valdecir se conecta diariamente com redes de colecionadores de outras cidades e estados, transformando a busca por uma nova bola em pontes para grandes amizades. No âmbito doméstico, o hobby serve como um catalisador de momentos juntos, transformando a sala de estar em um museu vivo onde Fernanda, Amanda e Alice participam ativamente da preservação dessas memórias.
Fé no hexa e a satisfação de preservar a história
Com a convocação oficial da Seleção Brasileira, Valdecir mantém o otimismo em alta, mesmo reconhecendo os desafios táticos da nossa Seleção. "A gente prefere que o Brasil ganhe, né. Por mais que esteja um pouco atrasado em comparação às outras seleções que estão mais encaixadas, a expectativa é a melhor possível. O Ancelotti começou faz poucos meses, mas temos certeza de que na segunda-feira ele vai levar os melhores jogadores da atualidade", projeta com confiança.
Para os apaixonados que desejam ingressar nesse universo ou até mesmo negociar relíquias, Salini deixa as portas abertas para trocas, vídeos e fotografias, aproveitando a febre do mundial que contagia a todos. Mais do que a busca obsessiva por novos itens, o que se vê na coleção de Valdecir é a pura satisfação de eternizar a história do esporte. Que a energia dessas sete relíquias históricas empurre a Trionda para o fundo das redes adversárias. Boa sorte à Seleção Brasileira rumo ao hexa, e vida longa à fascinante arte de colecionar!