A noite de quinta-feira (28) foi marcada pela violência no trânsito em rodovias estaduais do Rio Grande do Sul. O acidente mais grave ocorreu por volta das 21h20min, no quilômetro 128 da RSC-287, no município de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo. A colisão frontal envolvendo uma viatura oficial da Brigada Militar e um automóvel civil resultou na morte de uma jovem de 27 anos e deixou outras quatro pessoas feridas.
De acordo com as informações repassadas pelo Comando de Polícia Rodoviária (CPRv) da Brigada Militar, a viatura — que era conduzida por uma policial militar de 35 anos — acabou colidindo frontalmente contra um Ford Focus que trafegava regularmente no sentido Vale do Sol/Candelária. O impacto ocorreu durante uma tentativa de ultrapassagem na pista.
A passageira que viajava no banco dianteiro do Ford Focus não resistiu à gravidade das lesões e morreu no local do acidente. Outros dois ocupantes do mesmo veículo, uma jovem de 23 anos e um homem de 24 anos, sofreram ferimentos generalizados.
Na viatura da Brigada Militar, a condutora e uma passageira de 52 anos também se feriram.
Equipes de socorristas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul precisaram ser mobilizadas rapidamente para realizar o desencarceramento de um dos passageiros do Focus, que havia ficado preso às ferragens retorcidas do automóvel. Todas as quatro vítimas sobreviventes receberam os primeiros socorros e foram encaminhadas às pressas para o pronto-socorro do Hospital Santa Cruz.
Mais cedo, por volta das 18h30min de quinta-feira, outra tragédia rodoviária mobilizou os órgãos de segurança pública, desta vez na ERS-122, na altura de Portão, no Vale do Caí.
O sinistro envolveu um Volkswagen Fox, um Chevrolet Ônix e uma motocicleta Honda CG. Conforme o boletim policial, o motociclista de apenas 19 anos caiu na pista contrária após perder o controle do veículo de duas rodas e acabou sendo atropelado fatalmente pelo Ônix que vinha logo em seguida, morrendo antes da chegada das ambulâncias.
A Polícia Civil abriu inquéritos individuais para apurar as circunstâncias e dinâmicas exatas de ambos os acidentes. Os agentes aguardam a conclusão dos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para determinar oficialmente as responsabilidades civis e criminais de cada condutor envolvido.