Economia Subvenção
Petrobras anuncia aumento de R$ 0,48 no litro da gasolina
Desconto federal de R$ 0,44 por litro minimiza alta nas distribuidoras; nos postos, impacto estimado na parcela da estatal é de R$ 0,03.
28/05/2026 15h44 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um reajuste de R$ 0,48 no preço do litro da gasolina A (combustível puro, antes da mistura) vendido às distribuidoras. Apesar do valor expressivo, o impacto imediato no bolso dos motoristas e no caixa das empresas parceiras será drasticamente minimizado. Isso ocorrerá devido à adesão imediata ao programa de subvenção econômica do governo federal, que concede um desconto fixo de R$ 0,44 por litro.

Com a aplicação do subsídio, o preço médio da gasolina A faturada pela estatal para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro. Na prática, a combinação do reajuste com o desconto resulta em um aumento residual de apenas R$ 0,04 por litro.

Impacto estimado nas bombas dos postos

Para o consumidor final, o reflexo do reajuste também tende a ser brando neste primeiro momento. A gasolina C — o combustível comercializado diretamente nos postos de serviços — é composta por uma mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.

Considerando essa proporcionalidade técnica, a composição do preço final que corresponde à parcela da Petrobras passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, representando uma oscilação máxima de R$ 0,03 por litro na bomba, sem contar as margens de lucro dos postos e custos de transporte.

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É importante ressaltar que as regras da subvenção de R$ 0,44 foram formalizadas por meio de um decreto presidencial. A medida emergencial possui validade estipulada para os próximos dois meses, contando com a possibilidade jurídica de prorrogação. Caso o dispositivo não seja renovado ao final deste ciclo de 60 dias, o mercado nacional poderá sentir o impacto integral do aumento de R$ 0,48 remanescente.

Defasagem frente ao mercado internacional

Mesmo com o novo reajuste, os preços praticados pela petroleira brasileira continuam operando abaixo dos indicadores globais. Dados técnicos divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) apontam que o aumento anunciado ficou significativamente abaixo da defasagem estrutural de 55% registrada em relação ao mercado internacional. De acordo com a entidade, para que houvesse paridade total com o preço do Golfo do México, a Petrobras teria margem para aplicar uma alta de até R$ 1,37 por litro.