Segurança Feminicídio
Rio Grande do Sul chega a 36 feminicídios em 2026
Jovem de 19 anos foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro na madrugada desta quinta-feira, 28.
28/05/2026 11h12 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Mauricio não aceitou o fim do relacionamento com Maria Luisa - Foto: Reprodução

Um crime brutal chocou a comunidade de Bagé, na região da Campanha gaúcha, na madrugada desta quinta-feira (28). Uma jovem de 19 anos, identificada como Maria Luisa Saraiva Gastesi, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro, identificado como sendo Mauricio Munhos, de 24 anos. O ataque ocorreu por volta das 0h10, na área central do município, no momento em que a vítima retornava para a sua residência.

De acordo com as informações apuradas pela polícia, Maria Luisa foi abordada pelo agressor nas proximidades da casa dele. O homem a arrastou à força para o interior do imóvel e desferiu diversos golpes de faca. Vizinhos que residem no entorno ouviram os gritos de socorro da jovem e acionaram imediatamente a Brigada Militar através do telefone de emergência. Quando as primeiras guarnições chegaram ao endereço, a vítima já estava sem vida.

Histórico e motivação

O caso está sob os cuidados da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) de Bagé. Conforme explicou a delegada titular da DEAM, Lisandra Cabrera, o casal estava separado há cerca de um mês. O homem não aceitava o fim do relacionamento e vinha demonstrando comportamento obsessivo. Este caso é o primeiro feminicídio registrado em Bagé no ano de 2026 e o 36º em todo o estado do Rio Grande do Sul desde janeiro.

Cerco policial, confronto e queda de prédio

Logo após desferir os golpes fatais, o criminoso iniciou uma tentativa de fuga complexa pelos fundos da casa, correndo e pulando sobre os telhados das propriedades vizinhas. A fuga desorganizada deixou vestígios de sangue ao longo do caminho, o que ajudou os policiais da Brigada Militar a traçarem a rota de fuga.

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Durante o cerco na região central, uma equipe da Força Tática localizou o suspeito escondido no terraço de um edifício abandonado. Ele ainda empunhava a faca utilizada no homicídio e, segundo o boletim de ocorrência, avançou de forma agressiva em direção aos brigadianos. Para conter a ameaça iminente, os policiais efetuaram disparos de arma de fogo.

Na sequência do confronto, e após tentativas frustradas de negociação por parte das autoridades, o homem se jogou do quarto andar do prédio. Ele sobreviveu à queda, sofrendo uma fratura exposta em uma das pernas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros no local e removeu o agressor ao pronto-socorro local, onde passou por procedimento cirúrgico. Ele permanece hospitalizado sob custódia permanente da polícia e responderá pelo crime de feminicídio qualificado.