A bancada gaúcha votou majoritariamente a favor da PEC que acaba com a escala 6x1 e fixa jornada de 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira, 27 de maio, em dois turnos, e agora segue para análise do Senado Federal.
No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo, foram 461 votos a favor e 19 contra. Entre os 31 deputados federais do Rio Grande do Sul, apenas cinco votaram contra a mudança na jornada de trabalho.
A PEC aprovada altera a jornada de trabalho no país. O texto estabelece 40 horas semanais, sem redução de salário, e cria uma transição. Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, já passariam a valer dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Nesse período, a carga horária semanal cairia para 42 horas. Depois de 14 meses, passaria a ser de 40 horas.
Os deputados gaúchos que votaram contra o fim da escala 6x1 foram:
Bibo Nunes (PL)
Lucas Redecker (PSD)
Marcel van Hattem (Novo)
Mauricio Marcon (PL)
Sérgio Turra (PP)
Votaram a favor da PEC os deputados:
Afonso Hamm (PP), Afonso Motta (PDT), Alceu Moreira (MDB), Alexandre Lindenmeyer (PT), Any Ortiz (PP), Bohn Gass (PT), Carlos Gomes (Republicanos), Daiana Santos (PCdoB), Daniel Trzeciak (PSDB), Danrlei (PSD), Denise Pessôa (PT), Fernanda Melchionna (PSOL), Franciane Bayer (Republicanos), Giovani Cherini (PL), Heitor Schuch (PSD), Luiz Carlos Busato (União), Marcelo Moraes (PL), Márcio Biolchi (MDB), Marcon (PT), Maria do Rosário (PT), Osmar Terra (PL), Paulo Pimenta (PT), Pedro Westphalen (PP), Pompeo de Mattos (PDT), Sanderson (PL) e Zucco (PL).
A votação dividiu principalmente parlamentares da direita gaúcha. Parte do PL votou a favor, como Giovani Cherini, Marcelo Moraes, Osmar Terra, Sanderson e Zucco. Já Bibo Nunes e Mauricio Marcon, também do PL, ficaram entre os contrários.
Durante a discussão em plenário, deputados favoráveis defenderam mais tempo de descanso, convivência familiar e proteção à saúde do trabalhador. Parlamentares contrários afirmaram que a mudança pode aumentar custos para empresas e afetar empregos. A proposta aprovada pela Câmara ainda precisa passar pelo Senado antes de entrar em vigor.
A PEC da escala 6x1 ganhou grande repercussão nas redes sociais e no Congresso por tratar de uma rotina comum em setores como comércio, serviços, supermercados, farmácias, hotelaria e alimentação. No Rio Grande do Sul, a votação também expôs como cada deputado se posicionou em uma pauta trabalhista de forte impacto para empregados e empresas.