Mobilidade Infraestrutura
Duplicação entre Bento Gonçalves e Farroupilha deve iniciar no segundo semestre
Cronograma foi apresentado pela concessionária CSG em reunião com a Cics Farroupilha e grandes empresas; custos das enchentes geram desequilíbrio no contrato
27/05/2026 22h42
Por: Redação
O cronograma oficial foi apresentado pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) na tarde desta quarta-feira (27). (Foto: Reprodução)

As aguardadas obras de duplicação e melhorias estruturais na rodovia RSC-453, no trecho que conecta os municípios de Bento Gonçalves e Farroupilha, devem começar a sair do papel no segundo semestre de 2026. O cronograma oficial foi apresentado pela concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) na tarde desta quarta-feira (27), durante uma reunião estratégica com a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (Cics) de Farroupilha.

O encontro foi liderado pelo diretor-presidente da CSG, Ricardo Peres, e contou com a participação de executivos de gigantes do setor industrial instaladas no distrito fabril da região, como Tramontina, Soprano e Trombini. O objetivo foi alinhar o andamento das frentes de trabalho com as demandas logísticas e de segurança do setor produtivo.

Etapas das obras e trechos contemplados

De acordo com o plano apresentado pela concessionária, enquanto as intervenções na ERS-122 seguem em execução em Caxias do Sul, o foco será expandido para a RSC-453 nos próximos meses:

Custos das enchentes geram impacto financeiro

Um dos pontos centrais debatidos na reunião foi a saúde financeira da concessão. Ricardo Peres revelou que a CSG enfrenta atualmente um cenário de desequilíbrio econômico-financeiro no contrato de concessão. O motivo foi o expressivo aporte financeiro extra e os elevados custos operacionais emergenciais assumidos pela empresa para desobstruir e recuperar as rodovias da Serra Gaúcha afetadas pelas severas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

Diante do cenário de alerta, a Cics Farroupilha se colocou à disposição para mediar o diálogo político e técnico junto ao Governo do Estado. A intenção é buscar alternativas legais para o reequilíbrio econômico do contrato asfáltico, garantindo que o fluxo de caixa da concessionária seja normalizado para acelerar as obras de mobilidade urbana e escoamento de safra, consideradas vitais para a economia regional.

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