Um homem de 59 anos foi preso na manhã desta terça-feira (26) no bairro Mathias Velho, em Canoas, na Região Metropolitana, para dar início ao cumprimento de uma pena definitiva de 29 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado. Ele foi apontado e condenado pela Justiça pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra a própria neta, que tinha 12 anos na época do início das investigações.
A ordem de prisão foi cumprida por agentes policiais na residência do acusado, local onde ele convivia atualmente com a esposa. O caso é considerado emblemático e gerou profunda comoção social na comunidade local devido à gravidade extrema dos atos e às consequências físicas e psicológicas impostas à vítima.
O caso começou a ser desvendado no ano de 2018, quando a criança foi submetida a exames de rotina e acabou diagnosticada com o vírus HIV. A partir da notificação do caso, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas instaurou um inquérito policial rigoroso para apurar a origem da infecção.
Durante as investigações, a equipe médica responsável pelo atendimento da menina descartou de forma categórica qualquer outra via de contaminação biológica ou acidental. Os laudos técnicos periciais apontaram que a relação sexual forçada foi a única via possível para a transmissão do vírus, confirmando os abusos sistemáticos praticados pelo avô.
O delegado Maurício Barison, que coordenou a ação de captura do foragido da Justiça, ressaltou o encerramento do ciclo de impunidade com a detenção do criminoso:
"A prisão deste condenado representa a conclusão de um longo processo investigativo e judicial", declarou Barison.
O homem foi conduzido à delegacia de pronto atendimento e, após a realização das formalidades legais de triagem e registro, foi encaminhado ao sistema prisional do Estado, onde permanecerá isolado em regime fechado. A Polícia Civil reforça o apelo para que a população denuncie casos suspeitos de violência infantojuvenil através dos canais anônimos de segurança.