Segurança Abuso
Homem de 50 anos é preso por estuprar sobrinhas no RS
Suspeito coabitava com as vítimas e aproveitava a ausência da mãe para cometer os abusos; prisão ocorreu após descumprimento de medidas da Lei Henry Borel
26/05/2026 11h34 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas prendeu preventivamente, na manhã desta terça-feira (26), um homem de 50 anos no município de Nova Santa Rita. (Foto: Reprodução)

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas prendeu preventivamente, na manhã desta terça-feira (26), um homem de 50 anos no município de Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele é o principal suspeito de estuprar a própria sobrinha, uma adolescente de 17 anos, e também é investigado por abusar de outra sobrinha, de apenas 11 anos.

Conforme o relatório das autoridades, o indivíduo residia na mesma casa que as vítimas. Ele se aproveitava estrategicamente dos momentos em que a mãe das jovens saía para trabalhar para cometer os crimes de estupro de vulnerável, violando a integridade das menores dentro do próprio ambiente familiar.

A investigação teve início logo após a denúncia feita pela mãe das adolescentes. Diante da gravidade dos relatos, o Poder Judiciário havia concedido ordens restritivas urgentes com amparo na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), criada para o enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes. O suspeito, contudo, descumpriu as ordens de distanciamento, o que motivou o pedido de prisão preventiva por parte da Polícia Civil.

"Essa prisão resulta diretamente do descumprimento das medidas protetivas, impostas para resguardar a integridade das vítimas. A DPCA de Canoas reafirma seu compromisso no combate implacável aos crimes contra a dignidade", ressaltou o delegado Maurício Barison.

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O investigado foi conduzido à delegacia para as formalidades legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. O inquérito policial segue ativo para colher novos depoimentos e reunir elementos periciais que possam robustecer a acusação material contra o agressor, garantindo que as vítimas recebam a assistência e a proteção necessárias.