Economia Trabalho
Empresas trazem mais de mil trabalhadores chineses por mês para o Brasil
Brasil consolidou-se como principal destino dos investimentos da China, impulsionando a concessão de vistos laborais no país.
24/05/2026 20h37
Por: Redação
O movimento consolida o país como o principal destino dos aportes financeiros do gigante asiático na América Latina. (Foto: Reprodução)

O avanço dos investimentos da China em território nacional tem provocado um reflexo direto no mercado de trabalho e no fluxo migratório. Empresas que operam no Brasil estão trazendo mais de mil trabalhadores chineses por mês, conforme apontam dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O movimento consolida o país como o principal destino dos aportes financeiros do gigante asiático na América Latina.

De acordo com o levantamento dos registros de imigração, há um crescimento contínuo na concessão de vistos laborais para cidadãos chineses ao longo dos últimos três anos. O fenômeno ganhou ainda mais força a partir do segundo semestre do ano passado, mantendo uma média superior a mil novos registros mensais desde junho de 2025. No primeiro trimestre deste ano, as autorizações concedidas a profissionais vindos da China já representaram cerca de 38% de todo o volume de vistos de trabalho emitidos para estrangeiros no Brasil.

A chegada desses profissionais acompanha a expansão de grandes corporações asiáticas que atuam em setores estratégicos da economia brasileira, como infraestrutura, energia, tecnologia e indústria manufatureira. Em apenas uma das companhias que lideram esse processo de expansão, cerca de 2.700 funcionários de nacionalidade chinesa obtiveram a documentação regular para exercer atividades profissionais no país entre o início do ano passado e os primeiros dias deste mês.

A forte presença de mão de obra qualificada e equipes técnicas oriundas do país asiático atende à necessidade de implementação e operação de tecnologias específicas trazidas pelas matrizes internacionais. Especialistas em mercado exterior apontam que essa tendência de intercâmbio corporativo deve se manter aquecida, acompanhando o cronograma de instalação de novos complexos industriais e projetos de infraestrutura previstos para os próximos anos em solo brasileiro.

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