Geral Susto
Menina de 4 anos sofre três choques anafiláticos após irmão confundir cobra-coral com minhoca
Caso ocorreu em Itajaí (SC); agilidade dos pais em capturar a serpente e buscar socorro médico evitou uma tragédia
23/05/2026 22h27
Por: Redação
Foto: Reprodução

Uma menina de quatro anos sobreviveu a uma sequência de três choques anafiláticos após ser picada por um filhote de cobra-coral verdadeira dentro de sua residência, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O animal é classificado como uma das espécies mais venenosas do país. De acordo com a mãe da criança, Jéssica Schutell, foram necessários 10 dias de cuidados intensivos, entre a internação hospitalar e o tratamento pós-alta em casa, para a recuperação total da filha.

O acidente doméstico aconteceu após o irmão mais velho da vítima avistar os gatos de estimação brincando com o réptil no terreno da propriedade. Sem notar o perigo, o menino segurou o animal pela cauda e o levou para o interior do imóvel.

"Ele pegou ela pelo rabo e trouxe para dentro de casa, falando que era uma minhoca. Eles ficaram alguns minutos observando a tal minhoca", relatou a mãe.

A situação se agravou quando o menino colocou a serpente sobre as pernas da irmã menor, chamada Olívia. A suspeita da família é de que a menina tenha se assustado com o contato e, ao se movimentar, acabou pressionando o animal, que reagiu picando o calcanhar da criança. Olívia começou a chorar intensamente de imediato, alertando os pais.

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Ação rápida e os riscos do choque anafilático

Ao ouvir os gritos, o pai da menina identificou na hora que se tratava de uma cobra-coral. Enquanto a mãe recolhia a filha e os documentos, ele utilizou um pote plástico para capturar o animal em segurança — uma medida fundamental para que a equipe médica pudesse identificar a espécie e administrar o soro antiofídico correto.

A família correu para a unidade de pronto-atendimento mais próxima, onde a menina recebeu os primeiros socorros, sendo transferida logo em seguida por uma ambulância até o hospital regional.

Durante o atendimento de emergência, o quadro de Olívia evoluiu para um choque anafilático por três vezes. Essa condição médica consiste em uma reação alérgica sistêmica grave e de rápida evolução, capaz de causar:

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A rapidez dos pais em deixar a residência e o manejo ágil da equipe médica foram determinantes para conter as crises alérgicas e os efeitos do veneno neurotóxico, garantindo que a criança saísse do hospital sem sequelas.