Saúde Trânsito
Jovem atropelado na BR-116 contrai infecção no hospital
Pedro Henrique Vargas Muzzo, de 21 anos, foi atingido por carro ao parar para ajudar amigo em acidente; quadro clínico é de coma induzido
23/05/2026 10h23 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: ABCMais
Foto: Reprodução

Permanece internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, o jovem Pedro Henrique Vargas Muzzo, de 21 anos. Ele foi vítima de um violento atropelamento na BR-116 no último dia 6 de maio e, desde então, encontra-se em coma induzido e entubado. Nas últimas horas, o quadro clínico do paciente sofreu complicações devido ao diagnóstico de uma infecção hospitalar.

O acidente ocorreu quando Pedro Henrique decidiu parar no acostamento da rodovia federal para prestar socorro a um amigo que havia se envolvido em um engavetamento com múltiplas motocicletas. Enquanto tentava ajudar na sinalização da pista, o jovem foi atingido por um automóvel Geely EX2. O motorista do carro permaneceu no local, prestou socorro e, após o teste do bafômetro, a polícia confirmou que ele não havia ingerido bebida alcoólica. O condutor alegou que a falta de visibilidade na pista impediu que ele enxergasse o pedestre a tempo.

Bactéria adia procedimentos cirúrgicos

O impacto causou múltiplas lesões graves no corpo do jovem, incluindo fraturas nas duas pernas, no braço, na bacia e no maxilar (queixo). Pedro Henrique chegou a passar por uma cirurgia bucomaxilofacial corretiva, mas o cronograma das demais operações precisou ser suspenso pelos médicos.

De acordo com relatos da irmã da vítima, Maria Eduarda Vargas, o irmão contraiu uma bactéria hospitalar agressiva, o que desencadeou quadros de febre alta e persistente. A equipe médica foca agora no controle infeccioso por meio de antibióticos potentes para, somente após a estabilização dos sinais vitais, autorizar as cirurgias ortopédicas necessárias.

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Investigação e outras vítimas

O acidente coletivo na BR-116 deixou, ao todo, seis pessoas feridas. Das vítimas hospitalizadas na ocasião, quatro já receberam alta médica e recuperam-se em casa.

A investigação sobre as circunstâncias e as responsabilidades do atropelamento está sob os cuidados da 2ª Delegacia de Polícia de Canoas. O motorista do Geely prestou depoimento formal logo após o ocorrido e foi liberado para responder ao processo em liberdade. Os policiais civis seguem ouvindo testemunhas e condutores das outras motos envolvidas. A mãe de Pedro Henrique deve ser chamada para depor nos próximos dias, enquanto o depoimento da própria vítima segue sem previsão devido às condições de saúde do jovem.