Geral Sistema prisional
Governo do Estado encerra 11ª fase de operação nacional contra comunicações ilícitas em presídios
A Polícia Penal do Rio Grande do Sul, sob coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), concluiu, nesta sexta-feira (22/5), a ...
22/05/2026 18h21
Por: Redação Fonte: Secom RS

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul, sob coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), concluiu, nesta sexta-feira (22/5), a 11ª fase da Operação Mute. A ação utiliza tecnologia e inteligência para retirar celulares das unidades prisionais e enfraquecer organizações criminosas dentro e fora dos presídios.

A ofensiva começou, na segunda-feira (18/5), na Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro (PEMM); seguiu, na terça-feira (19/5), na Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas (PEMC); na quinta-feira (21/5), na Penitenciária Estadual de Santa Maria (PESM); e, na sexta-feira, na Penitenciária Estadual de Porto Alegre (Pepoa).

A operação priorizou unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, a partir de critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança pública.

“O planejamento e a integração têm sido pilares na estratégia de segurança do Estado com resultados expressivos nos últimos anos. E muito desse trabalho passa pelo sistema prisional, pois as revistas e operações são mecanismos que influenciam e refletem foram dos muros, impactando, também, a sociedade”, pontuou o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz Rossato.

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Operação apreendeu celulares, chips, cabos USB e carregadores de celular -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal

Ao longo de toda a semana, mais de 300 servidores da Polícia Penal participaram da operação e 527 presos foram movimentados. Por meio da operação foram apreendidos celulares, chips, cabos USB e carregadores de celular.

Mobilização

A operação contou com a atuação dos Grupos de Intervenção Rápida (GIR), responsáveis pelas intervenções, além de equipes das próprias unidades, que realizaram revistas estruturais.

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Também participaram efetivos de inteligência do Departamento de Inteligência da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (DIAE/SSPS), dos departamentos de Inteligência (DIPP) e de Segurança e Execução Penal (DSEP) da Polícia Penal, da Senappen e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“O Rio Grande do Sul participa de todas as fases da Operação Mute por compreender a importância das ações integradas e o impacto delas no sistema prisional gaúcho e brasileiro. A Polícia Penal atua permanentemente impedindo que ilícitos entrem nas unidades prisionais, o que reflete no ambiente mais seguro nas unidades prisionais e também na segurança da sociedade”, destacou o superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol.

Mais de 300 servidores da Polícia Penal participaram da operação e 527 presos foram movimentados -Foto: Rafa Marin/Ascom Polícia Penal

A atividade integra a estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro, com foco no aumento do controle estatal nas unidades prisionais e na redução da influência das organizações criminosas dentro e fora dos presídios.

Programa Brasil contra o Crime Organizado

A Operação Mute integra o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento superior a R$ 11 bilhões para o fortalecimento da segurança pública em todo o país.

O programa nacional aplicará recursos em sete presídios do Rio Grande do Sul. A escolha levou em consideração o porte das unidades e o perfil dos presos. O governo do Estado aguarda mais informações, como o regramento, valores e a forma para avaliar a adesão ao programa.

Mute em números no Brasil

Desde o início da operação, em 2023, os resultados das 11 fases já realizadas são expressivos, com a retirada de 8500 aparelhos celulares de dentro das unidades prisionais no país. Ao todo, quase 42 mil policiais penais participaram das operações e mais de 40 mil celas foram revistadas. Além da apreensão de eletrônicos, as ações também combatem diversos tipos de ilícitos nos estabelecimentos prisionais, fortalecendo o controle interno e enfraquecendo a atuação das organizações criminosas.

Texto: Ascom SSPS
Edição: Secom