A forte ressaca do mar, impulsionada pela atuação de um ciclone extratropical em alto-mar, causou rastro de destruição em diferentes municípios do Litoral do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (21 de maio). O avanço violento das ondas engoliu as faixas de areia, destruiu estruturas públicas, provocou interdições e causou alagamentos severos em áreas residenciais e comerciais localizadas nas frentes marítimas.
Em Tramandaí, no Litoral Norte, a força do impacto da água derrubou parte do muro de contenção de concreto do calçadão central, forçando a prefeitura a decretar a interdição total do Mirante Beira-Mar devido ao risco iminente de desabamento da estrutura. Equipes da Secretaria de Obras isolaram o perímetro afetado e operaram maquinários pesados para erguer barreiras de contenção com toneladas de areia na tentativa de conter a força das águas.
A destruição também foi registrada no balneário de Atlântida Sul, em Osório, onde a ressaca estourou a estrutura de quiosques à beira-mar e provocou a queda de grandes trechos do calçadão de pedestres. Passarelas de madeira que dão acesso à praia foram arrancadas e guaritas de guarda-vidas ficaram completamente submersas. Mais ao norte, em Torres, a água modificou a paisagem da orla, enquanto no Litoral Sul, na Praia do Cassino, moradores registraram imagens do mar invadindo ruas pavimentadas.
Conforme dados da Climatempo, o fenômeno é alimentado pela baixa pressão do ciclone que intensifica as rajadas de vento em direção à costa. A Marinha do Brasil mantém o aviso de ressaca em alerta máximo válido até esta sexta-feira (22), recomendando que banhistas, surfistas e pescadores evitem qualquer aproximação da orla e que proprietários de pequenas embarcações não naveguem em mar aberto.