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Vinícola Garibaldi lança rótulos que combinam memória, safra e ambição premium
Cooperativa apresentou três reedições da safra 2026 e quatro novidades, incluindo a linha Harmonia, criada para marcar os 95 anos da marca.
21/05/2026 10h01
Por: Marcelo Dargelio

A Cooperativa Vinícola Garibaldi apresentou, na noite desta terça-feira, 20 de maio, sete rótulos entre reedições da safra 2026 e lançamentos. O evento ocorreu no Complexo Enoturístico da cooperativa e reuniu parceiros da marca para mostrar seis vinhos e um espumante que ampliam o portfólio da casa.

A nova seleção mostra uma vinícola atenta a dois caminhos. De um lado, preserva rótulos de perfil jovem, fresco e acessível. De outro, amplia a presença em faixas mais altas, com vinhos de maior complexidade, passagem por madeira e proposta de guarda.

Entre as principais novidades está o Vinhas Vivas, vinho levemente gaseificado elaborado com as variedades Trebbiano e Prosecco. O rótulo aposta em frescor, baixa complexidade e perfil fácil de beber. Tem aromas cítricos, notas florais e leve toque mineral. A sugestão de consumo passa por frutos do mar, saladas, risotos suaves, canapés, queijos e bruschettas. O preço sugerido é de R$ 29,90.

Outra estreia é o Garibaldi VG Chardonnay, novo integrante da linha premium da cooperativa. Produzido com uvas de vinhedos selecionados, o vinho fermenta em baixa temperatura e amadurece por seis meses em inox com aduelas de carvalho francês. O resultado é um Chardonnay de perfil clássico, com notas de abacaxi maduro, baunilha, chocolate branco e leve tostado. O preço sugerido é de R$ 79.

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Harmonia Chardonnay e Harmonia Corte I são rótulos comemorativos aos 95 anos da Cooperativa Garibaldi

 

A cooperativa também lançou dois rótulos da linha Harmonia, criada para celebrar seus 95 anos. A proposta é traduzir em garrafa o lema da casa, “cultivar a vida em harmonia”. O Harmonia Chardonnay passa 12 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Tem estrutura, frescor e longa persistência, com aromas de frutas tropicais maduras, mineralidade, baunilha e chocolate branco. O preço sugerido é de R$ 499.

O segundo vinho comemorativo é o Harmonia Corte I, um assemblage que combina uvas da Campanha Gaúcha, como Tannat e Marselan, com variedades da Serra, como Merlot e Ancellotta. O vinho amadurece por 24 meses em barricas de carvalho francês, americano e croata de primeiro uso. É um tinto de maior ambição, com taninos firmes, fruta madura, cassis, notas de cacau, tabaco e amêndoas. Também tem preço sugerido de R$ 499.

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A linha Garibaldi Memórias chega como reposicionamento de rótulos antes apresentados apenas com a marca Garibaldi. O Memórias Chardonnay traz no rótulo o ano de 1981, referência às bodas de ouro da cooperativa e à primeira Fenachamp. Sem passagem por madeira, privilegia fruta, leveza e acidez. O preço sugerido é de R$ 42.

Já o Memórias Sauvignon Blanc destaca o ano de 1958, ligado à exportação de vinhos brasileiros para a França, conduzida à época por Humberto Lotti, então diretor comercial da cooperativa. O vinho tem notas de goiaba, maracujá, frutas brancas e leve toque vegetal. Também custa R$ 42, preço sugerido.

O único espumante da apresentação foi o Garibaldi Prosecco 2026, elaborado pelo método Charmat. O rótulo preserva a linha de frescor que marca a categoria, com perlage fino, aromas de pera, marmelo e limão siciliano. Em boca, mostra cremosidade, acidez equilibrada e leveza. O preço sugerido é de R$ 37.

Os lançamentos reforçam a estratégia da Cooperativa Vinícola Garibaldi de ocupar diferentes faixas de consumo. Há vinhos para entrada, produtos jovens de maior giro, um espumante versátil e rótulos premium que miram consumidores dispostos a pagar mais por complexidade, madeira e narrativa de origem.

A apresentação também confirma um movimento mais amplo da vinicultura brasileira. Marcas tradicionais passaram a trabalhar não apenas com volume e regularidade, mas com memória, território e segmentação. No caso da Garibaldi, os novos rótulos conectam a safra 2026 à história da cooperativa e ao esforço de qualificar a percepção do vinho nacional.