Região Habitação
Prefeitura fecha o cerco contra loteamentos clandestinos
Força-tarefa técnica reúne imagens aéreas, registros fotográficos e notificações de invasões e vendas ilegais de terras; fiscalização aplicou embargos imediatos e acionou a Polícia e o Ministério Público
20/05/2026 16h22
Por: Redação
O alinhamento carimba o início de uma atuação conjunta e severa para punir criminalmente quem comercializa terras ilegalmente na cidade. (Foto: Louíse F. Tasca)

A Prefeitura de Garibaldi declarou guerra aberta contra a especulação imobiliária predatória e o desenvolvimento urbano desordenado. Após meses de um minucioso trabalho de inteligência geográfica, vistorias de campo e cruzamento de dados, a comissão multissetorial “Garibaldi Legal” finalizou o primeiro grande relatório técnico focado no mapeamento e identificação de ocupações e parcelamentos irregulares do solo no perímetro municipal.

O dossiê foi apresentado em uma reunião estratégica que reuniu o prefeito, secretários municipais, promotores do Ministério Público (MP-RS), delegados da Polícia Civil e membros do Conselho Comunitário de Prorrogabilidade e Segurança (Consepro). O alinhamento carimba o início de uma atuação conjunta e severa para punir criminalmente quem comercializa terras ilegalmente na cidade.

Provas aéreas e flagrantes de crimes ambientais

O relatório técnico foi estruturado com base em vistorias de campo realizadas ao longo de todo o ano de 2025. O documento reuniu um robusto acervo de provas que expõe a ousadia dos infratores:

De acordo com as diretrizes da comissão, em um dos pontos mais críticos fiscalizados, os agentes fiscais emitiram um auto de embargo imediato paralisando retroescavadeiras e operários. No local, loteadores clandestinos já haviam iniciado o arruamento e a derrubada de árvores de preservação sem possuir qualquer alvará municipal ou licença de operação.

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Proteção ao comprador e sanções severas

A administração de Garibaldi enfatiza que o principal objetivo da ofensiva é proteger as famílias de boa-fé. A compra de um terreno em loteamento irregular gera graves dores de cabeça: o cidadão não consegue obter a escritura pública do imóvel, fica impossibilitado de ligar legalmente redes de água tratada (Corsan) e energia elétrica (RGE), além de não ter acesso a serviços públicos básicos, como coleta de lixo e pavimentação.

A prefeitura alerta que o desmembramento de terras sem a aprovação do município configura crime contra a administração pública, conforme previsto na Lei Federal nº 6.766/1979. As fiscalizações da comissão "Garibaldi Legal" passarão a ocorrer de forma periódica e por amostragem em bairros e distritos do interior.

Os proprietários de áreas remanescentes e corretores envolvidos nas transações ilegais serão multados administrativamente e responderão a inquéritos civis e criminais instaurados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Denúncias sobre movimentações suspeitas de terras ou vendas de lotes sem registro podem ser feitas de forma anônima diretamente nos canais de ouvidoria da prefeitura.