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Canal de denúncias amplia debate sobre segurança jurídica
Especialistas apontam que canais de denúncias eficazes passaram a integrar estratégias de compliance, gestão de riscos trabalhistas e prevenção de ...
19/05/2026 11h12
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A implementação de canais de denúncias ganhou maior relevância no ambiente corporativo após a entrada em vigor da Lei nº 14.457/2022, que prevê a adoção do mecanismo por empresas com Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (Cipa). A medida passou a integrar discussões relacionadas à gestão de riscos trabalhistas, compliance e saúde mental no ambiente profissional.

O debate também acompanha as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), disponível no portal oficial do Ministério do Trabalho e Emprego, e do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que ampliaram a atenção sobre fatores relacionados a riscos psicossociais no ambiente corporativo, incluindo assédio, pressão abusiva e condições organizacionais que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram crescimento das denúncias relacionadas a assédio no ambiente profissional nos últimos anos, movimento que especialistas em relações trabalhistas associam à maior conscientização sobre direitos e ao fortalecimento de mecanismos formais de relato dentro das organizações.

Para Rita de Cássia Guimarães Bracale, advogada sênior da MMADVS, escritório especializado na defesa de empregadores, o canal de denúncias deixou de ser apenas uma obrigação formal e passou a integrar a estratégia de mitigação de riscos corporativos.

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"Os riscos psicossociais dificilmente aparecem em auditorias tradicionais. Em muitos casos, eles só se tornam visíveis quando existe um ambiente seguro para relato", afirma.

Segundo a especialista, a ausência ou ineficácia do canal pode gerar impactos relevantes em fiscalizações, investigações internas e ações trabalhistas. "A empresa precisa garantir que o canal seja confiável, sigiloso e conduzido com imparcialidade. Não basta apenas implementar a ferramenta. É necessário assegurar credibilidade no processo e capacidade efetiva de apuração", acrescenta Rita de Cássia Guimarães Bracale.

Levantamento da KPMG Brasil aponta que a obrigatoriedade dos canais de denúncia levou empresas a revisarem políticas internas relacionadas à prevenção ao assédio, governança corporativa e mecanismos de compliance.

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