Cultura Rio Grande do Sul
Com mais de 190 atividades, começa a Semana Nacional de Museus
Edição de 2026 debate o papel das instituições culturais na união de sociedades divididas; programação gratuita inclui lançamentos digitais, oficinas e exposições históricas
18/05/2026 15h12 Atualizada há 4 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

Teve início nesta segunda-feira (18), coincidindo com as celebrações do Dia Internacional dos Museus, a 24ª Semana Nacional de Museus. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento estende-se até o dia 24 de maio com uma agenda descentralizada e robusta em todo o Rio Grande do Sul. Sob o tema "Museus: unindo um mundo dividido", a edição deste ano propõe uma reflexão profunda sobre o potencial dessas instituições como espaços de mediação, justiça social e superação de desigualdades e disputas narrativas.

No território gaúcho, a mobilização conta com o engajamento de 163 museus, que juntos oferecem mais de 190 atividades gratuitas ou a preços populares. O circuito de programações abrange municípios como Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Cidreira, Dois Irmãos e Porto Alegre. O roteiro completo de cada cidade pode ser consultado pelo público no portal oficial visite.museus.gov.br.

Destaques na Capital: MuseCom foca em recuperação e acervo digital

Em Porto Alegre, o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (MuseCom) preparou um cronograma especial focado na preservação da memória e na modernização tecnológica de seus arquivos. Entre as principais ações da semana, destacam-se:

Ancestralidade no Espaço Força e Luz

Outro ponto alto da programação na capital gaúcha ocorre nesta terça-feira (19), com a abertura da exposição "Indumentárias Ancestrais" no Espaço Força e Luz. Desenvolvida em cooperação com a plataforma Oríkì – Arte Afrodiaspórica, a mostra joga luz sobre a história de mulheres negras dos séculos XVIII e XIX.

A exposição utiliza recriações minuciosas de trajes da época, joias, adereços e documentos históricos para investigar a identidade, a resistência e o protagonismo estético e cultural da população negra no período colonial e imperial.

A mobilização da Semana Nacional de Museus reforça o papel ativo dessas instituições não apenas como guardiãs do passado, mas como plataformas vivas de debate, educação e transformação social essenciais para o contexto contemporâneo.