Geral Luto na segurança
Morre Felipe Marques, piloto da Polícia baleado em operação no Rio
Policial civil foi atingido na cabeça durante ação da Core na Vila Aliança, em março de 2025, e enfrentava complicações de saúde desde então.
17/05/2026 20h57
Por: Marcelo Dargelio
Felipe Marques resistiu cerca de 1 ano e dois meses após os graves ferimentos sofridos - Fotos: Reprodução

O policial civil e piloto de helicóptero Felipe Monteiro Marques morreu neste domingo, 17, após mais de um ano de tratamento contra as sequelas de um disparo sofrido durante uma operação policial no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada por familiares nas redes sociais.

Felipe integrava a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil fluminense. Ele foi baleado na cabeça em março de 2025, enquanto estava em uma aeronave que dava apoio à Operação Torniquete, na comunidade Vila Aliança, em Bangu, na zona oeste da capital.

Após ser atingido, o piloto foi socorrido em estado gravíssimo e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio. Depois, permaneceu internado no Hospital São Lucas Copacabana, onde passou por longo período de tratamento e cirurgias.

Em dezembro, após cerca de nove meses de internação, Felipe recebeu alta hospitalar para iniciar uma nova fase de reabilitação. Nos últimos dias, porém, voltou a apresentar complicações no quadro de saúde e precisou ser internado novamente.

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A ação em que o policial foi ferido tinha como objetivo combater uma quadrilha especializada em roubos de vans na zona oeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado causou prejuízo milionário ao setor de transporte turístico.

Antes de atuar no Rio, Felipe também teve passagem pela aviação de segurança pública em Alagoas. O Departamento Estadual de Aviação informou, à época em que ele foi baleado, que o piloto comandou aeronaves entre 2012 e 2013 e ajudou na estruturação de operações aéreas no Estado, incluindo missões de resgate aeromédico.

Em nota divulgada no perfil oficial do policial, a família afirmou que Felipe foi “um guerreiro do início ao fim” e destacou a força, a fé e o exemplo deixados por ele. Informações sobre velório e sepultamento ainda não haviam sido divulgadas nas fontes consultadas até a publicação desta reportagem.

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