A vitivinicultura brasileira alcançou um marco histórico na Europa. A Vinícola Franco Italiano, sediada na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, conquistou duas medalhas de ouro no prestigiado concurso Vinalies Internationales, realizado na cidade de Cannes, na França. O evento, que ocorreu entre os dias 25 e 28 de março, reuniu uma concorrência feroz: foram 2.654 vinhos inscritos vindos de 44 diferentes nacionalidades.
Os rótulos paranaenses que garantiram a distinção máxima dos jurados franceses foram o Censurato Cabernet Sauvignon e o Rodolpho Cabernet Franc. A conquista chancela internacionalmente o potencial de guarda, o rigor técnico e a qualidade sensorial dos vinhos finos produzidos em solo nacional.
A premiação simboliza uma transformação relevante na geografia da produção de vinhos finos no país. Historicamente, a Serra Gaúcha detém o protagonismo e a principal referência em viticultura e volume de premiações internacionais no Brasil.
No entanto, o duplo ouro da vinícola da Região Metropolitana de Curitiba joga luz sobre a diversidade, o frescor e a inovação que vêm emergindo em novas fronteiras microclimáticas, consolidando o Paraná como um polo produtor emergente de alta gama. A vinícola paranaense atua no aprimoramento dessas técnicas desde 2005.
O reconhecimento em Cannes destaca o trabalho focado no segmento de vinhos finos de alta gama (premium):
Censurato Cabernet Sauvignon: O rótulo passa por um processo de maturação de 18 meses em barris de carvalho, técnica que confere ao vinho grande complexidade aromática, evidenciando notas marcantes de frutas negras e especiarias doces, além de estrutura firme em boca.
Rodolpho Cabernet Franc: Destacou-se pela tipicidade da casta e pelo equilíbrio em clima de altitude, apresentando-se como um exemplar elegante e representativo das novas identidades que o Brasil vem desenhando para as variedades tintas.
O resultado estabelece um novo padrão de qualidade para a região paranaense, injetando fôlego e servindo de estímulo para que pequenos e médios produtores de outras regiões fora do eixo tradicional sigam investindo em tecnologia de vinificação e no manejo de vinhedos próprios.