Segurança Maus-tratos
Motorista de caminhão de lixo que atropelou e matou cão comunitário é demitido
Caso ocorreu em um posto de combustíveis na BR-386 e gerou revolta; Polícia Civil investiga o motorista por crime de maus-tratos
17/05/2026 12h44 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Fato foi flagrado pelas câmeras do posto de combustível. (Foto: Reprodução)

O motorista do caminhão de coleta de lixo que atropelou e matou um cachorro comunitário no município de Canoas foi desligado de suas funções. A demissão foi confirmada oficialmente pelo prefeito Airton Souza neste sábado (16) por meio das redes sociais. O caso, filmado por câmeras de segurança, gerou forte indignação na comunidade local e nas redes sociais.

"Nós não compactuamos com qualquer tipo de violência, quer seja para as pessoas, quer seja para os animais. A empresa procedeu com o afastamento, a demissão do servidor que conduzia o veículo. Nós já afastamos esse servidor das funções da Prefeitura", declarou o prefeito em seu pronunciamento.

 

O atropelamento aconteceu na sexta-feira (15) em um posto de combustíveis localizado às margens da rodovia BR-386. A vítima foi o cão vira-lata conhecido como "Lobinho", um cachorro comunitário de pelagem caramelo que era abrigado e assistido com carinho pelos frentistas e funcionários do estabelecimento desde as enchentes de 2024.

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As imagens do circuito interno do posto de combustíveis mostram o animal correndo ao lado do caminhão e registram o momento exato em que a manobra atinge o cão. O episódio foi denunciado publicamente pelo vereador Cris Moraes (PV), que acompanha causas de bem-estar animal na região. De acordo com relatos colhidos pelo parlamentar junto aos trabalhadores do posto, o motorista teria proferido ameaças prévias contra o animal apenas pelo hábito que o cão tinha de correr próximo às rodas do veículo de carga.

Investigação policial

Com a repercussão do caso, a 4ª Delegacia de Polícia de Canoas instaurou um procedimento oficial para apurar os fatos. O caso está sob a condução do delegado Cristiano Reschke e é tratado pelas autoridades policiais sob a tipificação de crime de maus-tratos a animais.

Paralelamente, protetores locais prestam amparo à cadela "Matilda", parceira inseparável do cão Lobinho no posto de combustíveis, e que passou a apresentar sinais visíveis de depressão e isolamento após a perda do companheiro.

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