Política Rio Grande do Sul
Hacker ligado a Vorcaro é preso em operação da PF
Victor Lima Sedlmaier, suspeito de crimes cibernéticos, foi preso em Dubai neste sábado
16/05/2026 22h10 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Victor Sedlmaier foi preso ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos - Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu neste sábado, 16, o hacker Victor Lima Sedlmaier, investigado na Operação Compliance Zero, que apura um escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro.

Sedlmaier foi localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após atuação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local. Ele era considerado foragido da Justiça e tinha mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Polícia Federal, foram acionados mecanismos de cooperação internacional junto às autoridades dos Emirados. A partir dessa articulação, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua deportação imediata ao Brasil.

O hacker foi preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele agora ficará à disposição da Justiça e deve ser encaminhado a uma unidade prisional.

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A prisão ocorreu no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira. A mesma etapa também resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

De acordo com a investigação, Henrique teria papel central no gerenciamento de um grupo chamado A Turma, apontado pela PF como uma espécie de milícia pessoal do ex-banqueiro. Nesta fase, os principais alvos foram os grupos A Turma e Os Meninos.

Relatório da Polícia Federal enviado ao STF aponta que os dois grupos seriam formados por agentes responsáveis por monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro. Sedlmaier é suspeito de integrar o grupo Os Meninos, voltado a ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal.

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A existência desses núcleos foi identificada pela PF a partir de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. As investigações avançaram com novas conversas obtidas em aparelhos de outros investigados, entre eles o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, preso em fase anterior da operação.

Por decisão judicial, Marilson foi transferido do sistema prisional de Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, em razão da influência atribuída a ele sobre o grupo A Turma.

A Operação Compliance Zero segue sob supervisão do STF. A Polícia Federal mantém a apuração sobre a estrutura dos grupos investigados, a origem dos recursos e a participação de outros possíveis envolvidos.