O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), realizou, na sexta-feira (15/5), o pagamento de R$ 7,17 milhões destinados ao fortalecimento de 64 unidades da rede de urgência e emergência 24h do Rio Grande do Sul. A medida integra o conjunto de ações do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026 e tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento nas unidades de pronto atendimento 24h (UPAs) e nos pronto atendimentos municipais 24h durante o período de maior demanda.
Os recursos, de caráter complementar e extraordinário, foram transferidos do Fundo Estadual de Saúde aos fundos municipais e devem ser aplicados no custeio das unidades entre maio e agosto. O foco é garantir a continuidade dos serviços e ampliar a assistência, especialmente diante do aumento de casos de síndromes respiratórias e outros agravos típicos do inverno.
A distribuição dos valores considera o volume de atendimentos realizados pelas unidades, com base na média registrada no mesmo período do ano anterior, direcionando os recursos de forma proporcional à demanda e reforçando os serviços de maior fluxo de pacientes em todas as regiões do Estado.
Outras ações do Inverno Gaúcho com Saúde 2026
O repasse desta sexta-feira (15/5) integra um conjunto mais amplo de medidas adotadas pelo governo do Estado por meio do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026. Com ações que incluem reforço do atendimento em urgências e emergências, ampliação do número de leitos na rede hospitalar, uso de tecnologias assistenciais, fortalecimento da atenção primária em saúde (APS) e incentivo à vacinação, o programa organiza uma resposta integrada para enfrentar o aumento sazonal das doenças respiratórias e garantir atendimento oportuno e qualificado à população.
Mais leitos hospitalares
O governo do Estado habilitou 79 hospitais para a abertura de 446 leitos adultos, incluindo unidades de terapia intensiva (UTI) e suporte ventilatório. A estrutura contempla todas as macrorregiões e amplia a capacidade de atendimento de forma descentralizada, com investimento de R$ 42,78 milhões, garantindo assistência mais próxima da população e reduzindo a pressão sobre os grandes centros.
Anteriormente, com investimento total de R$ 15,6 milhões, já haviam sido abertos 158 leitos pediátricos em 45 hospitais, também distribuídos regionalmente. A medida fortalece o cuidado de crianças com síndromes respiratórias e assegura retaguarda hospitalar em todas as regiões do Estado. Os recursos são destinados ao custeio dos leitos por um período de 90 dias. Os valores serão repassados em parcelas mensais conforme a efetiva disponibilização dos leitos no sistema de regulação.
A distribuição de leitos e recursos segue critérios técnicos, considerando a população atendida, a demanda assistencial e o equilíbrio entre as regiões. A estratégia reforça a regionalização da saúde no Estado, permitindo respostas mais rápidas ao aumento dos casos e maior resolutividade no próprio território.
Telemedicina pediátrica
O programa também incorporou o serviço de telemedicina pediátrica. A iniciativa permite o suporte remoto de equipes especializadas a profissionais de hospitais, UPAs e UTIs pediátricas e neonatais. Na primeira semana de funcionamento, o serviço avaliou 166 casos e contribuiu para que 86,1% fossem resolvidos nos próprios municípios, evitando transferências hospitalares. Além de orientar condutas clínicas e apoiar a tomada de decisão, a telemedicina contribui para evitar agravamentos, reduzir internações em UTI e otimizar o uso dos leitos disponíveis na rede.
Fortalecimento da atenção primária
Também como parte das ações do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, a SES realizou em abril o repasse de R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para o fortalecimento da APS. Entre as ações que já estão sendo realizadas estão a ampliação do horário de atendimento das unidades básicas de saúde, a abertura aos finais de semana, a contratação de profissionais, o reforço de insumos, a busca ativa de não vacinados e a intensificação das estratégias de imunização. O investimento também contempla ações de prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), incluindo a vacinação de gestantes e a imunização passiva com nirsevimabe, com prioridade para crianças prematuras e/ou com comorbidades.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom