Mobilidade Segurança Pública
Insegurança e escuridão afastam pedestres das passarelas na BR-116 e rodovias estaduais
Levantamento identifica iluminação precária em 52 passarelas da região; medo aumentou após latrocínio de estudante em Canoas
15/05/2026 12h50 Atualizada há 1 hora
Por: Redação Fonte: ABCMais
Foto: Reprodução

As passarelas que deveriam garantir a travessia segura de pedestres na BR-116, RS-239 e RS-240 tornaram-se pontos de medo e vulnerabilidade. Uma série de crimes recentes, incluindo o latrocínio do estudante Daniel Thiesen Pinheiro, de 17 anos, morto há duas semanas na passarela da Estação Fátima, em Canoas, acendeu um alerta sobre o abandono dessas estruturas. Entre Estância Velha e Novo Hamburgo, a onda de roubos também assusta quem precisa atravessar as vias.

Uma reportagem percorreu 52 passarelas no Vale do Sinos e Região Metropolitana, constatando um cenário de degradação. Na passarela da Estação Fátima, o "breu" é quase total, situação que se repete na Rua Domingos Martins, também em Canoas. Além da falta de iluminação, o acúmulo de lixo e a presença de áreas de sombra criam o ambiente ideal para a ação de criminosos, fazendo com que a circulação de pessoas caia drasticamente após as 20h em cidades como São Leopoldo e Novo Hamburgo.

Relatos de quem usa

A manutenção da iluminação nessas áreas é um desafio que envolve prefeituras e concessionárias, mas, enquanto as melhorias não chegam, o pedestre segue encurralado entre o risco de atropelamento nas pistas e o perigo de assaltos nas alturas.