Pacientes que dependem do programa Farmácia Popular estão enfrentando sérias dificuldades para obter medicamentos de uso contínuo em diversas cidades do Vale do Sinos e Região Metropolitana. Relatos de usuários e de estabelecimentos farmacêuticos indicam que o acesso ao sistema federal foi interrompido abruptamente nos últimos dias, obrigando idosos e pessoas de baixa renda a arcarem com os custos totais de tratamentos para doenças como hipertensão e diabetes. O problema atinge cidades como Estância Velha, onde usuários relatam que farmácias antes credenciadas deixaram de processar as receitas pelo programa.
O impacto é sentido diretamente por pacientes como a aposentada Marina Santos Schürmer, de 90 anos, que precisou comprar os medicamentos por conta própria após sucessivas tentativas frustradas em farmácias locais. A principal preocupação da comunidade é com a parcela da população que não possui recursos financeiros para manter o tratamento sem o subsídio federal. Embora algumas unidades ainda operem, diversos estabelecimentos confirmaram a perda de acesso, levantando a suspeita de que o bloqueio possa ser fruto de auditorias rigorosas conduzidas pelo Ministério da Saúde, embora não haja um comunicado oficial detalhando os motivos dos descredenciamentos.
Em contrapartida, o Ministério da Saúde emitiu nota negando qualquer oscilação técnica e assegurou que o programa segue funcionando normalmente. A pasta orienta que os cidadãos consultem a lista atualizada de locais habilitados via portal oficial, destacando que Estância Velha conta com três farmácias conveniadas, enquanto Novo Hamburgo possui 32 e São Leopoldo outras 30 unidades. Apesar da negativa do governo, a divergência entre a disponibilidade teórica no sistema e a realidade nos balcões das farmácias gera incerteza e sobrecarrega o orçamento de famílias que dependem da assistência farmacêutica pública.