O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e do vírus Influenza provocou um colapso técnico nas principais unidades de saúde do Vale do Sinos e Região Metropolitana nesta semana. Em Canoas, o cenário é alarmante: a emergência de um dos hospitais municipais opera com 590% de sua capacidade, enquanto a sala vermelha — destinada a casos gravíssimos — já atinge 91% de ocupação. A situação crítica acompanha o decreto de emergência em saúde pública emitido pelo Governo do Estado, após o Rio Grande do Sul registrar um salto de 533% nas internações por Influenza em apenas um mês.
Em Novo Hamburgo, o Hospital Municipal atingiu a marca de 100% de ocupação nos seus 217 leitos nesta terça-feira (12). Para tentar mitigar a crise, a Secretaria de Saúde local confirmou a adesão ao programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, que prevê a habilitação de novos leitos clínicos e de UTI. Entre as medidas emergenciais planejadas pela prefeitura, está a possível instalação de contêineres climatizados para triagem de casos leves, além da ampliação do horário de atendimento nas unidades básicas de saúde a partir do final de maio.
Já em São Leopoldo, o Hospital Centenário também reporta exaustão em setores vitais, com a UTI Adulto operando com 100% de lotação e a UTI Neonatal em 90%. Para frear a busca por internações, os municípios intensificaram campanhas de vacinação com unidades móveis focadas em crianças e idosos. As autoridades reforçam o apelo para que a população utilize as UPAs e postos de saúde para sintomas iniciais, reservando os hospitais para emergências reais, uma vez que a pressão sobre a infraestrutura pediátrica é uma das maiores preocupações do governo estadual neste início de período frio.