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Em uma semana, serviço de telemedicina pediátrica do governo do Estado evita transferências hospitalares em 86% dos casos
O serviço de Telemedicina Pediátrica, iniciado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), apresentou resultados expressivos na ...
11/05/2026 17h32
Por: Redação Fonte: Secom RS

O serviço de Telemedicina Pediátrica, iniciado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), apresentou resultados expressivos na primeira semana de funcionamento, entre os dias 4 e 10 de maio. No período, o serviço avaliou 166 solicitações de transferência de pacientes pediátricos em todo o Estado, com 86,1% dos casos resolvidos localmente, sem necessidade de deslocamento para outro hospital.

Dos atendimentos realizados, 143 casos foram encerrados com resolução clínica, enquanto apenas 23 seguem em regulação. Entre os casos concluídos, somente cinco crianças precisaram ser transferidas, sendo dois com problemas respiratórios. Os dados apontam para a relevância da iniciativa como suporte especializado às equipes locais e para o impacto direto na redução de internações e deslocamentos para hospitais de maior porte.

A telemedicina pediátrica integra o Programa Inverno Gaúcho com Saúde, lançado em 2026 de forma antecipada com o objetivo de preparar a rede hospitalar para o período de maior circulação de vírus respiratórios. O serviço, coordenado pela SES, por meio do Departamento de Regulação Estadual, disponibiliza uma equipe médica especializada que atua de forma remota e atende a todo o Estado.

Os médicos, após avaliarem e revisarem os cadastros de crianças que aguardam leitos ou transferências, orientam clinicamente os profissionais que atuam em hospitais de menor porte, unidades de pronto atendimento, enfermarias pediátricas e unidades de terapia intensiva (UTI) neonatal e pediátrica. Entre os procedimentos adotados estão revisão de condutas, orientações de manejo e apoio na escolha do tratamento mais adequado, o que, muitas vezes, é capaz de estabilizar o quadro sem necessidade de remoção.

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De acordo com a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, a telemedicina tem papel estratégico na organização da rede. “Com os resultados da primeira semana, a telemedicina pediátrica se consolida como uma ferramenta essencial para o cuidado pediátrico no Rio Grande do Sul, aliando tecnologia, expertise médica e organização da rede para garantir atendimento mais resolutivo, ágil e próximo da população”, disse.

Telemedicina pediátrica

A experiência com a telemedicina pediátrica no Estado teve início em 2022, durante o inverno, quando médicos intensivistas passaram a dar suporte remoto a equipes de emergência em hospitais sem UTI pediátrica. Em 2024 e 2025, o programa foi ampliado, passando a atender também UTIs neonatais e enfermarias pediátricas, consolidando-se como uma ferramenta permanente de qualificação da assistência.

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Além do suporte clínico direto, a telemedicina pediátrica se insere no contexto mais amplo do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, contribuindo para a racionalização do uso de leitos hospitalares. Ao permitir que mais crianças sejam tratadas com segurança em seus municípios de origem, o serviço ajuda a direcionar os leitos de UTI para aqueles que realmente necessitam de cuidados intensivos. Isso reduz filas, previne a saturação do Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalece a capacidade de resposta da rede pública de saúde durante o período mais crítico do ano.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom