Segurança Serra Gaúcha
IPM aponta omissão de policiais em execução de jovem algemado
Soldado que efetuou os disparos alega legítima defesa, mas investigação da Brigada Militar suspeita que arma branca tenha sido “plantada” na cena
11/05/2026 15h20 Atualizada há 1 hora
Por: Redação
Foto: Reprodução

O caso da morte de Geovane Matias Maciel, de 19 anos, ocorrido em março de 2022 em Bom Jesus, ganhou novos desdobramentos com a inclusão de mais dois policiais militares no inquérito. O Inquérito Policial Militar (IPM) indiciou o sargento André Remonti e o soldado Jeremias Pezzi Paim por omissão e prevaricação, além de fraude processual, diante da conduta do soldado Emerson Brião, autor dos quatro disparos que vitimaram o jovem.

Embora a ocorrência tenha sido registrada inicialmente como um confronto, um vídeo anônimo enviado ao Ministério Público mudou o rumo das investigações. As imagens revelam que Geovane estava com as mãos algemadas no momento em que foi morto. O soldado Brião sustenta a tese de legítima defesa, afirmando que a vítima teria tentado atacá-lo com uma faca, atingindo seu colete balístico. No entanto, a investigação da própria Brigada Militar sugere que a faca encontrada pode ter sido colocada no local para forjar o cenário de confronto.

A defesa dos PMs, conduzida pelos advogados Mauricio Adami Custódio e Ivandro Bitencourt Feijó, contesta o indiciamento e afirma que os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) corroboram a versão dos policiais. Segundo os defensores, o vídeo divulgado estaria fora de contexto. Atualmente, os três policiais respondem ao processo em liberdade, mas permanecem afastados de suas funções enquanto a Justiça aguarda o retorno de novas diligências.


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