A tarde desta segunda-feira (11) será de definições cruciais para a educação municipal de Canoas. Às 14h, os professores da rede pública reúnem-se em assembleia geral na Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC) para deliberar sobre a nova proposta enviada pela administração municipal na última sexta-feira (8). O documento traz alterações em pontos sensíveis e condiciona o acordo ao término imediato da greve.
O novo ofício da prefeitura busca destravar o impasse em dois eixos principais:
Dias Parados: O Município propôs uma ação conjunta com o sindicato para homologação judicial sobre a legalidade da greve, buscando regularizar o calendário escolar. O Sinprocan defende o abono dos dias de paralisação (15, 16 e 17 de abril) mediante a compensação dos dias letivos, citando a proteção da Lei de Greve.
Questão Financeira: A proposta do Executivo prevê um aumento real de 2% escalonado até 2028, além de reajustes no vale-alimentação e uso de recursos do Fundeb. Contudo, a categoria pressiona para que esse aumento real seja integralizado até janeiro de 2027.
Se os professores aprovarem os termos na assembleia de hoje, a orientação é de que as aulas sejam retomadas já nesta terça-feira (12). Caso contrário, a paralisação — que já dura 21 dias — será mantida, prolongando o impasse que afeta milhares de famílias canoenses.