O Rio Grande do Sul reafirmou seu protagonismo na pecanicultura com a 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, realizada nesta sexta-feira, 8 de maio, em Nova Pádua. O evento, que reuniu autoridades e produtores na comunidade de Travessão Bonito, marcou o início de uma safra promissora: a estimativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) é alcançar uma produção de até 8 mil toneladas neste ano.
Atualmente, o estado detém cerca de 90% do mercado nacional da fruta, com mais de 7,3 mil hectares cultivados por 1,6 mil produtores. Durante o ato simbólico na propriedade de Arlindo Marostica, o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, enfatizou que o setor está em fase de consolidação para o mercado mundial. Um dos pilares desse crescimento é o investimento em tecnologia, como o programa estadual Irriga+RS, que oferece subvenção para sistemas de irrigação, garantindo maior produtividade e qualidade às nozes.
Além das discussões sobre mercado e exportação, o evento foi palco do lançamento do livro "Nogueira-pecã", da Embrapa. A obra, escrita por 82 autores, compila o conhecimento técnico mais avançado sobre a cultura e já está disponível gratuitamente na internet. O setor agora se prepara para o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), que ocorrerá em novembro, em Bento Gonçalves, para debater os rumos da safra e novos acordos internacionais.
Produção: 90% do total brasileiro.
Área cultivada: 7.300 hectares.
Produtores: Aproximadamente 1.600 famílias.
Meta da Safra 2026: 8.000 toneladas.
Destaque Técnico: Uso de irrigação e lançamento de literatura especializada pela Embrapa.