O ambicioso projeto para conectar Porto Alegre a Gramado por trilhos avançou em etapas cruciais, com a meta de iniciar as operações no segundo semestre de 2032. A iniciativa, liderada pela empresa Sultrens, prevê um investimento de R$ 4,5 bilhões totalmente privado, sob um contrato de concessão que pode se estender por 99 anos. O anúncio marca a retomada de um serviço extinto em 1963, prometendo transformar a mobilidade entre a capital e a Região das Hortênsias.
O traçado definitivo, com apresentação prevista para junho de 2026, deve partir das imediações do Aeroporto Salgado Filho, seguindo por áreas rurais de Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Nova Hartz até chegar à Serra. Para superar os desafios geográficos, a engenharia do projeto inclui a construção de 15 pontes e viadutos, além de nove túneis. Diferente do Trensurb, o sistema não será focado em paradas frequentes, mas sim na experiência turística, funcionando como a "primeira atração" para quem chega ao Rio Grande do Sul.
Com composições para 250 passageiros, a Sultrens planeja tarifas diferenciadas para turistas, estudantes e trabalhadores da região. O cronograma estabelece que a licença prévia ambiental deve ser emitida até o início de 2028, abrindo caminho para as obras. Além de impulsionar o turismo em Gramado e Canela, o trem é visto como uma alternativa sustentável e eficiente para desafogar as rodovias RS-115 e BR-116, que enfrentam gargalos históricos de tráfego.