Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Casal é condenado pela morte de motorista envolvido em caso extraconjugal
Marcelo Vargas da Motta e Franciele de Oliveira Silveira receberam penas de 19 anos e 4 meses e 13 anos de prisão pelo assassinato de Jeanderson da Camara.
09/05/2026 19h51 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: ABCMais

O julgamento realizado em São Sebastião do Caí terminou na madrugada desta sexta-feira com a condenação de Marcelo Vargas da Motta e Franciele de Oliveira Silveira pela morte do motorista Jeanderson da Camara. O crime ocorreu em dezembro de 2024 e teve grande repercussão na região.

De acordo com a acusação, Jeanderson mantinha um relacionamento extraconjugal com Franciele e acreditava ser o pai da criança que ela esperava. Um exame de DNA, porém, confirmou a paternidade de Marcelo. A investigação apontou que a vítima passou a ameaçar revelar a relação, o que antecedeu o assassinato.

O júri, formado por sete mulheres, reconheceu a responsabilidade dos dois acusados. A juíza Priscila Anadon Carvalho fixou pena de 19 anos e 4 meses de prisão para Marcelo e de 13 anos para Franciele.

Segundo a apuração, o crime ocorreu na noite de 13 de dezembro de 2024. Jeanderson foi atingido por três tiros enquanto estava em um Fiat Uno. O carro foi encontrado com o motor e os faróis ligados, além de um bloco de concreto em frente ao veículo.

Continua após a publicidade

A denúncia sustenta que Franciele chamou Jeanderson para conversar, enquanto Marcelo teria preparado uma emboscada. Ainda conforme a investigação, ele arremessou o bloco de concreto contra o carro e depois efetuou os disparos com uma pistola calibre 9 milímetros.

Apesar da condenação, a sentença não encerrou a disputa judicial. O Ministério Público e as defesas já anunciaram que vão recorrer. A acusação questiona o fato de Franciele permanecer em prisão domiciliar, sob o argumento de que ela amamenta a filha. Para o promotor Eugênio Paes Amorim, a decisão não foi satisfatória.

A defesa de Marcelo informou que pedirá a anulação do julgamento, alegando que uma manifestação do Ministério Público teria influenciado os jurados. Já o advogado de Franciele sustenta a inocência da cliente e destacou que a votação no júri foi apertada, por 4 votos a 3 pela condenação.

Continua após a publicidade

Atualmente, Marcelo está preso em regime fechado, enquanto Franciele cumpre prisão domiciliar. O caso agora seguirá para análise nas instâncias superiores, com os recursos que devem ser apresentados pelas partes.