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OMS confirma surto de hantavírus em cruzeiro no Atlântico
Navio MV Hondius, que partiu da Argentina, segue para a Espanha sob monitoramento internacional; organização descarta risco de pandemia e classifica ameaça como “baixa”
07/05/2026 15h54 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: Correio do Povo
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que a cepa identificada é a Andes. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira, 7 de maio, o diagnóstico positivo para hantavírus em cinco dos oito casos suspeitos a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. A embarcação, de bandeira holandesa, partiu de Ushuaia, na Argentina, no dia 1º de abril, e enfrenta um surto raro da doença que já resultou na morte de três passageiros (um casal holandês e um cidadão alemão). O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que a cepa identificada é a Andes, a única conhecida por permitir a transmissão entre humanos, embora tal evento seja considerado extremamente raro.

O navio, que transportava cerca de 150 pessoas de 28 nacionalidades, permaneceu ancorado próximo a Cabo Verde nos últimos dias e agora segue em direção às Ilhas Canárias, na Espanha. Durante a jornada, três pacientes foram retirados da embarcação para tratamento especializado na Europa — dois deles em estado grave. A situação gerou um alerta de rastreamento internacional, especialmente após cerca de 40 passageiros terem desembarcado na ilha de Santa Helena antes da confirmação oficial do surto; autoridades sanitárias na África do Sul e na Europa trabalham para localizar esses viajantes.

Risco Controlado e Medidas de Contenção

Apesar da gravidade dos óbitos, a OMS e especialistas reforçam que o cenário atual não indica o início de uma nova crise sanitária global:

O hantavírus é tradicionalmente transmitido pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. No caso do MV Hondius, a principal suspeita é que a infecção tenha ocorrido antes do embarque ou através de mantimentos, já que o ambiente de um navio não é o habitat natural dos vetores. A OMS reitera que, com a implementação das medidas de saúde pública e o isolamento dos casos, o surto deve permanecer limitado à embarcação.

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