Saúde Rio Grande do Sul
Morte de juíza após procedimento de fertilização gera luto no RS
Mariana Francisco Ferreira, de 32 anos, sofreu complicações após coleta de óvulos em São Paulo; Polícia Civil investiga se houve falha médica ou fatalidade
07/05/2026 08h56 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: G1 RS
Foto: Reprodução

O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul está em luto pelo falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 32 anos, ocorrido na última quarta-feira, 6 de maio. A magistrada, que atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, morreu em Mogi das Cruzes, São Paulo, após complicações decorrentes de um procedimento de fertilização in vitro. Em sinal de respeito à sua trajetória, o Tribunal de Justiça do Estado decretou luto oficial de três dias, enquanto a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul manifestou profundo pesar e ofereceu suporte total aos familiares.

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana era formada pela UFRJ e havia ingressado na magistratura gaúcha em 2023, sendo reconhecida rapidamente pela dedicação nas varas criminais por onde passou. De acordo com o registro policial, a juíza realizou uma coleta de óvulos na segunda-feira, dia 4 de maio. Após receber alta inicial, ela passou a sentir dores intensas e calafrios, retornando à unidade médica onde foi diagnosticada uma hemorragia vaginal. Apesar da transferência para uma maternidade local, Mariana sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

O caso agora é tratado pelas autoridades policiais paulistas como morte suspeita e acidental. A investigação busca determinar se as complicações foram inerentes ao risco biológico do procedimento de reprodução assistida ou se houve falha no atendimento e no monitoramento pós-operatório. O falecimento precoce de uma magistrada promissora, que havia escolhido o Rio Grande do Sul para consolidar sua carreira jurídica, causou grande comoção entre colegas e servidores do fórum de Sapiranga e de toda a região metropolitana.